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A primeira maratona, a gente nunca esquece!
21/07/2012

Por Luciane Crippa

A primeira maratona, a gente nunca esquece!

No último domingo, dia 8 de julho, fui para o Rio de Janeiro, com a família Tavares, correr minha primeira maratona! Bem, não vou ficar aqui contando o padre nosso ao vigário, porque a maior parte dessa equipe querida, já sabe como é correr os fantásticos 42 km... O que eu quero contar mesmo é dessa viagem incrível!
Saímos em dois ônibus no dia 6, perto da meia noite, e logo no sábado cedinho chegamos ao Rio. Parte do pessoal foi aproveitar o dia lindo de sol e céu azul no Cristo Redentor, alguns optaram por descansar e outros foram com o treinador retirar os kits da prova.
Gente, a retirada desses kits é um capítulo à parte! O Tavares e o Kyoji, que iam correr a maratona no dia seguinte, ficaram muitas horas no perrengue de conseguir os kits de todos os atletas que foram nos ônibus. Tudo para o pessoal poder descansar a aproveitar a viagem. Pode ter certeza: é MUITA gentileza do treinador se oferecer para buscar esses kits!
No domingo, 4h30 da manhã, o restaurante do hotel era uma ansiedade só! Em meio a dezenas de atletas, frutas e pãezinhos, da minha parte, eu só ouvia o meu coração, que estava quase saindo pelo boca! E lá fomos nós: rumo aos nossos desafios: 42 km, meia maratona e 6 km da Family run.
Se no sábado, o Rio de Janeiro estava típico de um cartão postal, já o domingo...
O dia amanheceu frio, chovendo e com muito vento... Para quem foi correr, sem dúvida, era um cenário melhor do que 30 graus na cabeça, mas o tempo ruim, também não deixa de ter suas dificuldades: o corpo demora mais para aquecer, o piso fica escorregadio, entre outros contratempos. O que não muda mesmo no Rio de Janeiro é que, estando chuva ou estando sol, é a paisagem mais linda do mundo!
Juro que se não fosse toda a ansiedade de correr 42 km pela primeira, eu podia jurar que estava passeando: a praia da Reserva, o Túnel do Joá, a orla de Copacabana... é tudo tão bonito, e de tirar o fôlego!
E assim, aproveitando a paisagem, vencendo as próprias dificuldades, respirando fundo, engolindo a dor e o choro e fingindo que o cansaço é psicológico, todos nós, fomos chegando na hora mais esperada da prova: a hora de cruzar a linha de chegada!
Da minha parte, posso dizer que foi um dos dias mais felizes da minha vida! E quando ouvi a Adê gritandoi: “Lu, tá chegando”, juro mesmo que foi como se um anjinho me anunciasse o paraíso!
Se eu for tentar agradecer todos aqui, vou esquecer de alguém com certeza! Então quero deixar um agradecimento muito especial aos treinadores e ao staff da equipe, que com cuidado, atenção, graça e carinho tornam esses nossos desafios sempre mais fáceis de serem ultrapassados. Foi demais!!!

Depoimento do Prof. Luis Tavares

Muito obrigado pelo apoio de vocês e agora é preparar para o Desafio do Pateta em janeiro.
Muitos estão me perguntando sobre essa garota bêbada que me abordou durante a prova, bem, apesar de ter me enchido durante a prova de perguntas, ajud...ou a passar o tempo mais rapidamente e conseguiu me acompanhar do km 30 ao 35 km.
Assim que terminei de descer a av Av Niemeyer , fui abordado por uma garota de saia, maquiada e descalça, correndo atrás de mim e ela perguntou:
- O que é esse papel preso do no seu tênis?
- É chip, Respondi.
- Mas para que chip?
- Marcar o tempo da nossa chegada.
Passou alguns segundos e perguntou:
- Por que vc está correndo?
- Por que gosto, faz bem.
- Mas correr, nessa chuva e sem parar, vc vai correr até aonde?
- Até o Flamengo.
- Mas vc aguenta? Está com carta de cansado? Quantos kms falta?
- Falta só 11 kms.
- Quantos kms vc já correu?
- 31 kms.
Passado alguns metros, voltou o repertório de perguntas:
De onde vc mora?
- SP
-Qual sua idade?
- 44 anos.
- Vc é casado?
- Não!
- Tem filhos?
- Não!
-Namora?
- Sim
- Quanto tempo?
- 7 anos.
- Por que não casou ainda e não tem filhos?
- por que não chegou a hora.
- Eu tenho 20 anos e adoro beber vodka, fico doidinha. Respondeu a menina e continuou:

- O que um rapaz bonito, 44 anos , solteiro, sem filhos, está esperando para casar, vai ficar correndo a vida toda e esperar chegar aos 60 anos para casar? Aí nada vai mais funcionar.....
Eu fiquei calado e não respondi nada.
- Eu achei a sorte grande, correndo bêbada, ao lado de um atleta de SP , solteiro e aguentando correr por todo esse tempo, deve ser a vodka.
Continuei quieto.
- No km 34 já estava me arrastando e fui ultrapassado por uma senhora que aparentava mais de 60 anos e menina ainda tirou sarro:
- Olha, vc solteiro e 44 anos perdendo para uma tia com mais de 60 anos, por que vc está deixando?
- Não estou deixando, estou cansado. Respondi.
- Mas eu não estou cansada, deve ser essa vodka, que maravilha!!!!
Logo aparece um posto de Gatorade e a menima para e pergunta para o staf:
- Tem Gatorade com vodka?
Cada atleta que passava por mim, ela falava:
- Olha esse meu amigo, é de SP, tem 44 anos, é solteiro e não tem filhos. E veio para o Rio só para correr não é o máximo?
Em um dos postos um staff ainda brincou , achando talvez que fosse minha namorada pelo fato de estar com trajes de social:
- Namorar na pista não pode .
Rapidamente respondi com minha ultimas energias:
- Não é minha namorada, é alguma maluca que caiu de paraquedas e foi me seguindo até agora.
No km 35 , altura de Copacabana, ela parou dizendo que estava perto da sua casa e ainda falou:
- Obrigado pela companhia!!! Xiii sabia que havia esquecido alguma coisa, deixei minha amiga esperando lá, ela posaria na minha casa hoje e agora? Não faz mal ela pega ônibus e vem pra cá.
Pois como podem ver, mais uma estória dos meus 20 anos em meu currículo para guardar.


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