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7° desafio Urubici 2010 – 50 Km
15/07/2010

Por Maria josé

Esse ano houve uma modificação no trajeto e como conseqüência aumento no percurso de 50 km para 52.2 Km oficial. Afinal eu estava preparada só para os 50 Km.
No dia 18/06/2010 acordei cedo disposta, e às 5:50’ já estava no aeroporto de Congonhas para driblar os atrasos meu companheiro inseparável . As 7:05’ voamos rumo a Florianópolis, desembarcamos por volta das 8:00’ no aeroporto Hercílio Luz, um sossego total.
Meu desafio estava cada vez mais real, e um frio na barriga por estar sozinha, já havia identificado algumas pessoas com característica de corredor, então, pensei vou acompanhar o fluxo. No saguão do aeroporto já identifiquei a van e embarquei rumo a URUBICI, mais ou menos duas horas de viagem.

- A cidade

Urubici é uma cidade catarinense, distante 170 Km da capital Florianópolis cuja altitude varia de 900 a 1826 metros. No ponto mais alto da cidade o Cindacta II tem seus radares para rastreamento dos vôos, Morro da Igreja a 1826 metros. Isso faz com que Urubici tenha umas das temperaturas mais baixas do Brasil, durante o inverno neva quase todos os dias.
Urubici tem uma pequena população que não chega aos 11.000 habitantes e uma grande área de 1.019 km², mais que o dobro da cidade de Porto Alegre com 496.8 Km², o que possibilitou uma economia baseada na agricultura, pecuária, apicultura e horticultura, é a maior produtora de hortaliças de Santa Catariana, e ainda possui uma grande área de mata nativa preservada com muitas montanhas, cânions, araucárias, rios, cachoeiras e cascatas.




- A corrida
A entrega do kit aconteceu na sexta feira, dia 18/06, o kit uma sacola de papelão ecologicamente correta, uma excelente idéia dos organizadores. O kit era composto de uma bonita blusa de manga longa e uma espécie de cachecol esportivo que se adapta de varias maneiras entre a cabeça e pescoço era obrigatório levar a manta térmica e ataduras.
A corrida ocorreu no sábado dia 19/06, com largada ás 7:35’ no centro da cidade. Com duas modalidades, categoria individual e duplas.
Pelo traje que a maioria dos atletas vestia a previsão era de neve, parecia que estávamos vestidos de esquiadores, poucos encararam o desafio de camiseta regata e calção curto.
Começamos a correr em asfalto plano por cerca de 2 Km, depois 1 Km de paralelepípedos até chagar na estrada de terra batida que estava macia, devido a grande humidade do local, foram cerca de 7 Km tranqüilos, onde tivemos os primeiros contatos com a exuberante natureza local, os primeiros 10 Km fechei com 1:06’, que felicidade, o pior estava por vir. Quando chequei no trecho de passar a pinguela, dei sorte por correr mais lento, pois minutos antes ela tinha quebrado, devido a grande quantidade de corredores querendo passar de uma vez só, sorte que ninguém se machucou, com o imprevisto a grande maioria tiveram que cruzar o riacho, que não era fundo mas molhava até a altura da cintura(a minha, devido a minha altura), a correnteza era forte, então fizemos uma corrente humana, haviam varias pedras escorregadias aumentando o risco de quedas, foi um dos trecho mais difíceis para mim.


Por volta do Km 11 começaram as trilhas com aclive acentuado e muito barro escorregadio atoleiro, o risco de queda também era grande, muitas plantas com espinhos.



Em seguida tivemos que passar ao lado de um curral, fecharam as porteiras e fomos forçados a pisar no puro esterco , e que odor rsrsrsrs, a sorte é que logo em seguida tinha um lagoa para lavar os tênis, elogo nos deparamos com uma das mais belas paisagens da região, a cachoeira Veu das Noivas, uma parada obrigatória para fotos rsrsrs, isso é uma verdadeiro “desafrio”.

Chegando no posto Km 17, tivemos a disposição água, isotônico, refrigerantes, frutas, Paes e até uma sopa quentinha, que maravilha, é nesse ponto que começa o trecho de asfalto com longas subidas, mas uma paisagem de tirar o fôlego. Exatamente às 11:00 fechei o primeiro percurso da prova 26,3 Km fiquei emocionada com aquele cenário.






Fizemos o reabastecimento e uma nova estratégia para o segundo percurso, “nós” é que eu desde o Km 11 corri com um amigo gaúcho, que conheci no trajeto e tínhamos quase o mesmo ritmo, as vezes ele ficava desanimado e eu o incentivava “vamos que só estamos aqui porque é difícil se fosse fácil qualquer um faria”, e fomos para a descida cruel, moro abaixo chegamos novamente no ponto de apoio, nos reabastecemos incluvise com a sopa quentinha e fomos para a reta final. Saímos do asfalto e entramos na trilha, muito barro, pedras e passamos por um pasto com gado solto,tínhamos que passar por eles e o medo, muita sujeira no chão e o cansaço rsrsrsrs.


Chegamos no penultimo posto de hidratação, fiquei muito contente pois, faltavam apenas 9 Km e ainda tínhamos um saldo de 2:45’, ficou muito mais fácil, estradinha de terra batida e a marcação era de Km em Km, fiquei meio atordoada quando avistei o Km 49 e me perguntei o que estou fazendo aqui ? , meu amigo Eli deu risada e perguntou se eu havia saído do ar; “vamos agora falta pouco”, 1 Km de paralelepípedos e chegamos na reta final, passamos na pracinha da igreja muitos adolescentes aplaudindo, fiquei muito emocionada e comecei a chorar, falei pro meu amigo, “não vamos mais andar, vamos chegar bonito” e como eu estava bem, forcei o ritmo. Bem distante avistei um amigo que foi bastante tempo conosco e depois sumiu, mantive o ritmo, mas, meu amigo estava muito cansado, cambaleando quando percebeu que eu tinha ultrapassado tentou um sprint mas já era tarde, haviam várias pessoas aplaudindo, e eu fiquei tão empolgada, passei no pórtico de chegada e o relógio marcava 8:12’ e ali estava eu inteira, feliz, fechando minha primeira Ultra. O tempo limite da prova era de 9:30`.


Sábado a noite hora da premiação uma organização impecável, fui a 3ª colocada na categoria, detalhe só éramos três
nessa faixa RS RS RS.
Após a premiação o jantar de massa em uma churrascaria ao lado do hotel tudo ok como manda o figurino.
Agora é só esperar o próximo ano, essa prova é difícil, porém, boaaaaa demais vale a pena manter na agenda,RS RS,..

Maria José.






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