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Volta Internacional da Pampulha: muita chuva e tempos recorde
07/12/2009

Por Luciane Crippa

Volta Internacional da Pampulha: muita chuva e tempos recorde

Contrariando as últimas edições da prova, a XI Volta Internacional da Pampulha começou com muita chuva. Logo na largada, os 12.500 atletas já se espremiam embaixo de muita água! E foi assim durante todo o percurso, até o final dos 17,8 km.

A chuvarada, no entanto, não tirou a animação de ninguém, pelo contrário: muitos dos corredores presentes abaixaram seus tempos, em comparação com as provas dos anos anteriores, as quais chegaram a bater nos 30 e poucos graus.

A Equipe de Corrida Tavares levou dois ônibus para disputar a prova: havia desde atletas que estavam para estrear no evento até corredores experientes que foram para BH para melhorar o tempo, e muitos melhoraram! A começar do Tavares, que baixou em 20 minutos, terminando os 17,8 km em 1h33min.

Mesmo com a água que não parava de cair do céu, alguns poucos moradores da região saíram de casa para prestigiar os atletas, nessa que é a principal prova de atletismo do calendário mineiro.

Eu, que corri a Pampulha pela primeira vez, muito me impressionei com as mansões que rodeiam parte da lagoa e também com a beleza do local, e dos pontos turísticos dos arredores, como a Igreja de São Francisco Xavier, projeto arquitetônico de Niemeyer e interior com painéis de Portinari.

No sábado, logo após a chegava em BH, os corredores da equipe foram à Pampulha fazer um treino de reconhecimento, e também aproveitar para conhecer e fazer fotos. À tarde, a maioria ficou no hotel, aproveitando o conforto para descansar e se preparar para a prova do dia seguinte.

Este ano, novamente, não deu para os brasileiros. O queniano Nicholas Kiprutto Kuéchi foi o vencedor. E, no feminino, Pazália Chépikorir, também do Quênia, levou a melhor.
Frank Caldeira bem que tentou, mas ficou com o terceiro lugar.

Já para nós, corredores fora da competição, terminar a prova foi como vencer, ainda mais porque todo mundo levou para casa a bela medalha, homenageando a famosa Igreja da Pampulha.

Relato do Prof Luis Tavares

Achei a prova muito boa, apesar da chuva que não parava em cair, fez a prova de Pampulha um cenário totalmente diferente.
Ao chegar na área vip, para a largada, onde eu, Adesilde e Fábio estávamos inscritos, deparamos um fato inusitado, os atletas de elite, incluindo os brasileiros e queniano, estavam aquecendo na área coberta, onde estava sendo servido o Buffet aos convidados, e como era uma área apertada, mal dava para beliscar alguma coisa que se encontrava nas mesas, pois eles passavam muito rente às mesas e como já sou estabanado , tinha medo numa dessas derrubar um queniano e aí sim ia virar noticias “ Tavares arrebenta com o favorito da Pampulha” rsrsrs.
Procurei me aquecer bem e estava muito confiante em um excelente tempo, meu tempo no ano passado foi 1h:59 mins e no ano retrasado meu melhor tempo 1 h 53 mins.
Dessa vez contava com um novo puxador , o Fabio e tinha preocupação dele não consegui me acompanhar, mas até que foi bem ao meu lado, me dando suporte e pegando água, economizando dessa forma, precioso tempo na corrida.
Larguei forte no inicio e como me programei a correr a 5:10 por km e acionei o corredor virtual, cheguei a estar até 300 metros na frente do programado e a partir do 7º quilometro, fui perdendo rendimento e cheguei a estar apenas 22 metros na frente do corredor ( virtual), mas no ultimo quilometro forcei e no final um espantoso tempo de 1h 33 mins, melhor resultado feito desde que me conheço por corredor.
Abaixo minhas parciais:

1 km – 4:49 p/ km 162 batimento cardíaco
2 km – 4:54 p/ km 172 batimento cardíaco
3 km– 4:54 p/ km 172 batimento cardíaco
4 km – 4:54 p/ km 173 batimento cardíaco
5 km – 5:00 p/ km 175 batimento cardíaco
6 km – 4:56 p/ km 176 batimento cardíaco
7 km – 5:06 p/ km 181 batimento cardíaco
8 km – 5:03 p/ km 182 batimento cardíaco
9 km – 5:03 p/ km 180 batimento cardíaco
10 km – 5:09 p/ km 179 batimento cardíaco
11 km – 5:17 p/ km 180 batimento cardíaco
12 km – 5:22 p/ km 178 batimento cardíaco
13 km – 5:23 p/ km 175 batimento cardíaco
14 km – 5:16 p/ km 176 batimento cardíaco
15 km – 5:23 p/ km 176 batimento cardíaco
16 km – 5:35 p/ km 175 batimento cardíaco
17 km – 5:16 p/ km 181 batimento cardíaco
18 km – 5:06 p/ km 184 batimento cardíaco

Depoimento do nosso aluno Cássio Motomura:

Os vencedores da XI Volta da Pampulha

No dia 04/12 embarcamos para mais uma viagem/prova, desta vez para a XI Volta da Pampulha. Chegamos à Minas Gerais no sábado, junto com quase 80 atletas, onde, após 9 horas de viagem, um merecido café da manhã nos aguardava. Claro, não faltaram os pães de queijo e o doce de leite. O que chamou a atenção era a quantidade de doces, quase a metade do buffet, tive que me conter, a tentação foi grande. Após o café fomos fazer o reconhecimento do percurso, e pudemos notar a beleza da Lagoa da Pampulha, um grande parque urbano no meio da cidade. A parte turística ficou um pouco limitada. O hotel ficava em Contagem, se por um lado agilizava o transporte evitando o trânsito caótico de Belo Horizonte, por outro ficava longe do centro da capital. Também tivemos uma companhia constante no final de semana: a chuva. Para se ter uma idéia, no sábado o gramado do Mineirão parecia um pântano. À noite foi servido um jantar de massas no próprio hotel, o que nos encheu de energia para o desafio que estava por vir.
A Volta da Pampulha assemelha-se bastante à São Silvestre, no calor (tanto do sol quanto do público), na quantidade de gente (correndo e assistindo), nos fantasiados (piloto de F1, homem árvore, Batman e Robin, entre outros), no povão querendo aparecer na Globo tumultuando a largada (fiz o km2 1min30 mais rápido que o km1). Mas neste ano foi um pouco diferente. A prova foi disputada sob frio e a chuva que, por um lado ajudou os atletas, por outro, espantou o público. O percurso, em volta da lagoa, cercado integralmente de verde, quase todo plano, passando pelo Mineirinho, pela Igreja São Francisco de Assis, pela Toca da Raposa e pelo Museu de Arte, era um incentivo para enfrentar a lama, as poças e as lâminas de água na pista. Assim como na São Silvestre, os quenianos dominaram a prova, mas não só eles foram os vencedores neste fim de semana.
Eu me considero um vencedor, pois nos últimos 6 meses quase não treinei, quase tive depressão, machuquei o joelho, e mesmo com dores nas pernas e nas costas, impus um ritmo constante de maratona e completei a prova. Ao final, encontrei meu xará, o Cassio Siqueira, comemorando o fato de estar vivo, casado e com saúde após sua vitória contra a bebida, tendo trocado 20 anos de alcoolismo pelo esporte. E no hotel encontrei o Luis Tavares, que após perder 15 quilos, comemorava o grande tempo na prova, chegando 5 minutos na minha frente (para se ter uma idéia, no ano passado na Meia do Rio eu que tinha chegado 15 minutos na frente). Todos são vencedores, os que completaram a distância pela primeira vez, os que melhoraram seus tempos, os que alcançaram uma meta pessoal. Aos que ainda vão competir nesse ano, boa sorte, eu vou tratar meu joelho, pois no ano que vem quero alcançar o Tavares, rsrsrs.




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