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MARATONA DE FOZ DO IGUAÇU: A MARATONA DAS CATARATAS...MUITO SOL, SUOR E...AMIZADE
14/10/2009

Por Cristina A. Rodrigues

Costumo pensar em nosso grupo como uma espécie de “quinteto fantástico”.
Um grupo de amigos que se consolidou a partir de uma paixão em comum: correr!
Outro amigos se reúnem conosco, viajam para os mesmos lugares, dividem o quarto nos hotéis e o cansaço da chegada após as provas.
Outros amigos trocam emails, informações, sensações, histórias, emoções, planos e desejos, mas nosso grupo troca um pouco mais... nos tornamos uma espécie de família em que temos a impressão, muitas vezes, de ter o mesmo sangue correndo nas veias, tamanha nossa afinidade e proximidade.
Como sempre nossas viagens começam com um de nós enviando email com a cópia da inscrição na corrida ou a cópia da compra da passagem de avião.
Assim, um instiga ao outro a viver mais uma grande aventura.
Sim, nossas viagens são grandes aventuras que transformamos em gostosas histórias.
Em Foz do Iguaçu não foi diferente. E lá fomos nós...
A cidade é muito hospitaleira e limpa, além de oferecer uma das “maravilhas do mundo” para desfrutarmos: as cataratas.
Eu, como sempre, cheguei depois, porque vinha lá do outro lado do país e sempre são muitas horas de vôo. Nesse caso, foram 6 horas e eu cheguei na madrugada do sábado.
Meus amigos “muambeiros”, já estavam dormindo, descansando do dia intenso de compras no Paraguai e de uma ida ao Cassino em que o Ale e o Santana, voltaram, praticamente de cuecas, pois perderam muito, mas muito mesmo (R$30,00).
Combinamos de fazer o passeio para as Cataratas na manhã do sábado, portanto... nada de dormir e descansar, como requer uma pré-maratona.
Mas, com essa turma, é assim mesmo, sem descanso, sem sossego, sem tédio!
Fomos para o passeio preparados para mais uma diversão comum, entretanto o que se vislumbrou a nossa frente foi, realmente, uma das “maravilhas do mundo”.
Um cenário de encantamento, um espetáculo que a natureza não explica, mas apenas oferece aos privilegiados que puderam estar ali.
Voltamos e tínhamos que tomar banho, almoçar e retirar o kit.
Aí começou uma outra aventura: onde almoçar??
Tínhamos pouco tempo e o Alê resolveu deixar para que eu pesquisasse um lugar no caminho dos 2 hotéis (eu não consegui ficar com eles, mas fiquei num hotel na mesma rua) e assim fiz, perguntando para as pessoas, que indicaram 2 lugares.
Quando chegamos aos locais, eram horríveis, mas não tínhamos mais tempo de nada e fomos obrigados a escolher um deles... começava a saga das bicudas: Nadia e Maria.
Irritada porque não fomos numa indicação dela, a Nádia passou a tarde com um bico que parecia tromba.
Tivemos que nos dividir e no final, almoçamos mal.
Nos separamos, porque a Nadia tinha que voltar ao hotel, portanto eu, a Maria e o Ale ficamos no hotel em que eu estava hospedada para aguardar o ônibus que nos levaria para pegar o kit.
Entretanto, parou uma Van do SESC no hotel e o Alê nos “empurrou” para pegá-la, pois já ia partir. Fomos até a Van e entramos, normalmente, para só lá dentro descobrir que era uma Van especial que só pegaria os convidados. Lá fomos nós em estilo VIP.
Chegamos ao SESC para o “congresso técnico” num ginásio que era um forno.
Ouvimos as “palestras” sobre a prova e as dicas e incentivos do Wanderlei Cordeiro e ao final ficamos numa enorme fila para pegar uma camiseta que poderia ser mais representativa do nível de prova que fizemos.
A partir das 19hs serviram o jantar de massas e aí nossa mesa ficou pequena para a quantidade de amigos de corrida que se juntaram a ela.
A noite, eu e o Ale, fomos ao Cassino e apesar do cansaço, nos divertimos perdendo em segundos todas as nossas fichas na roleta. Mas, somos maratonistas, ou seja, persistentes e por esse pequeno detalhe, compramos mais fichas e fomos para as máquinas caça-níqueis tentar recuperar algum dinheiro e dignidade.
Bem, não conseguimos, mas saímos satisfeitos pela diversão.
Uma manhã límpida nascia da noite escura e estávamos maravilhados com o vertedouro de Itaipú, segundo os locais: coisa rara de se ver.
Largamos impulsionados pelas maravilhas que vimos e pelo entusiasmo do locutor, começava uma das provas mais difíceis de nossa história de maratonistas e que, certamente, ficará na memória de todos.
No início percorríamos uma espécie de avenida arborizada e loooooonga. Depois, começaram a aparecer as subidas e, acreditem, tinha mais subida do que descida.
No km 9 faltou água para os medianos, como eu. Mas, chegamos ali e não desistiríamos.
Vale destacar que fui com um tênis para corridas curtas, crendo que pelo conforto que sentia, seria adequado para uma maratona. Ledo engano, a partir do km 23 comecei a sofrer muito com dores nos quadris e uma aparente câimbra se avisinhando.
No km 26, um corredor médico me deu um saco com gelo e me explicou o que estava acontecendo, e foi assim que consegui continuar, colocando gelo o tempo todo nos quadris para aliviar as dores.
Sim, há tênis certo para maratonas. Aprendi a lição!!!
Era só subida... no km 33 surgiu uma esperança em todos: finalmente teríamos descidas.
Claro que nos enganamos, começou uma série de pequenas retas e ... subidas, e assim foi até o último km: sem trégua!
Ao final, vislumbramos, mais uma vez, as Cataratas! E ficamos esperando pelo pódio, que certamente viria, dos colegas mais bem dotados: Maria, Santana e Rose.
O pódio veio e... em dose dupla de troféus. Sim, porque a Maria e o Santana, não contentes com 1, levaram 2: 1 pela faixa etária e outro por serem comerciários.
MARIA GOMES SAMPAIO - 04:08:24 – 3ª. Na categoria e 5ª. Comerciaria
IZALIO FRANCISCO DE SANTANA - 02:49:44 – 5º.. Na categoria e 5º.. Comerciario

Eu, a Nádia e o Alê ficamos comemorando muito, porque afinal, vamos dividir esse prêmio na churrascaria Vento Haragano, já que a Maria e o Santana vão bancar um almoço.
A Rose, que nunca fica sem subir ao pódio, dessa vez ficou. Calma... ela estava visitando as Cataratas e não estava presente quando o locutor chamou para subir ao pódio e pegar seu troféu.
ROSEMEIRE FERREIRA SILVA - 03:41:01 – 4º.. Na categoria

O Senoguchi não pegou nada, mas se divertiu feito criança no parque de diversões.


Ao final, sobrou muito cansaço, alegria e uma sensação maravilhosa de ter tido contato puro com a natureza. E ficou a certeza de que essa turma veio pra ficar!! Uma turma de amigos fantásticos!!!


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