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Organização e paisagem de tirar o fôlego marcam Maratona do Rio de Janeiro
01/07/2009

Por Luciane Crippa
Jornalista

A prova perfeita. Essa é a minha definição para meia maratona do Rio de Janeiro, que aconteceu no último dia 28 de junho, juntamente com a Maratona da Cidade.
A começar pela viagem, organizada pelo Tavares, foi tudo ótimo: o ônibus, o hotel, a nossa localização, mas, sem dúvida, o principal foi a disposição, a simpatia e a alegria da equipe e dos atletas.
Além disso, estávamos num dos lugares mais lindos do mundo, a cidade dos cartões-postais: o Cristo, o bondinho, Ipanema e o melhor Carnaval. Já no dia seguinte da nossa chegada, no sábado, fomos andar de bondinho para conferir do alto o que iríamos percorrer no chão no domingo, o dia da prova.
Todo mundo bem feliz e animado, dormimos cedinho para aguentar madrugar no domingão, tomar café (e que café!) e já se encaminhar para as largadas. Muito bem organizada, a prova tinha largadas diferentes para maratona, a meia e os 6 km. Com isso, os atletas de um dos grupos não encontravam os outros, evitando dificuldades e “encontrões”.
Já bem cedinho, tivemos o indicativo de que a prova seria boa: céu limpo, 17 graus, nem sinal de chuva, nem de sol forte. Assim, nessas excelentes condições climáticas, saímos correndo pela paisagem de tirar o fôlego: Barra, São Conrado, Leblon, Ipanema, Copacana e Aterro do Flamengo.
Cheguei a me emocionar em alguns trechos da prova, como no túnel em São Conrado, entre o paredão e o mar forte que se chocava com as pedras. Para completar a “prova perfeita”, os copinhos de água estavam geladinhos até nos quilômetros finais.
Para mim, não podia ter sido uma estreia melhor na meia maratona. Ainda que meu tempo não tenha sido baixo, foi bem abaixo do que eu imaginava, como de outros atletas que também se superaram no Rio.
Voltamos de viagem no domingo no meio da tarde. No ônibus, era visível a alegria e empolgação de todos, contando suas façanhas na prova. Melhor ainda foi que ninguém se machucou e nem passou mal com gravidade. Claro que por conta do cansaço, a gente não via a hora de chegar em casa, mas bastou descer do ônibus para já ter vontade de voltar no ano que vem ;- )


Relato do Luis Tavares
Minha Meia Maratona.

Essa Meia Maratona foi para mim uma das provas mais difíceis, pois tive que ter raça, perseverança e de superação. Não que a prova fosse difícil, pelo contrário, é a corrida mais gostosa de fazer , pois estava muito esperançoso de superar meu recorde pessoal que era 1:59 e ia consegui inclusive próximo da casa de 1:50 e com sobra, porém um fato ocorreu durante a semana que me derrubou psicologicamente. Meu braço direito e pesonal trainer GPS quebrou na semana passada e não tive tempo de providenciar um a tempo e com isso me preparei psicologicamente a correr sem ele, para isso preparei uma tabelinha de ritmo onde teria que correr a 5:40 por quilometro, para superar meu recorde.
Na véspera combinei com o prof André em correr comigo para me puxar e atingir o meu objetivo. Até aí tudo ok, porem eu e a Adesilde fomos jantar no rodízio de massas e por um descuido meu, acabei extrapolando e comendo de tudo que era frutos do mar, camarão, Lula, Marisco, etc.
Voltamos ao hotel e fomos dormir, pois teríamos que acordar as 4:20 hs, porém passei mais tempo no banheiro do que em minha cama rsrsrs. Comecei a ficar meio preocupado.
Saimos às 6 hs para a largada e assim que chegamos, fui ao banheiro para urinar e logo nos posicionando para a largada e faltando 5 mins, sentia minha bexiga muito cheia, o que era muito estranho. Foi dada a largada e não consegui render na prova, sentia minha bexiga a ponto de estourar e começou a dar uma dor de barriga forte e o André vendo eu muito calado e suando exageradamente , perguntou se estava bem, se quer conseguia responder e passei esse primeiro km com 6:55 muito alem da meta pré estabelecida, e o André sem saber o que ocorria, tentava me animar e passei o segundo km com 6:02 com muita dificuldade e para piorar comecei a ter uma dor extremamente forte na perna esquerda na região posterior,isso ocorre quando passo por um nervosismo muito forte, nesse caso preciso parar totalmente, ficar em repouso por 5 mins e retomar para a prova aí a dor da perna passa, porem na situação que me encontrava, se parasse não conseguiria voltar a correr novamente com tantas dificuldades estourando ao mesmo tempo. No km 3 passei com 6:31 e naquele momento estava no meu limite de dor e me segurando e só vendo todos me ultrapassando, no km 4 diminuiu para 6:20 , porem no km 5 ví algo que me animou muito, um banheiro químico naquele momento havia registrado 7:22. Imediatamente parei e entrei no banheiro, pois seria minha ultima tentativa para retomar a prova, como precisava parar em função da dor da perna e ir ao banheiro, consegui aliar as duas coisas. Nessa hora escutei o André do lado de fora incentivar nossos alunos que passavam uma delas que me deixou nervoso, foi quando escutei ele gritar “ Vai Marina”, nessa hora sai do banheiro e pensei tenho que buscar a Marina a todo custo rsrsrs.
Voltei para a prova de forma lenta para ir aquecendo, tanto que passei o km 6 com 6:30, km 7 6:37 a partir daí como passe de mágica encaixei meu ritmo na prova e sem dor de perna e de barriga, consegui em um ritmo alucinante na casa de 5:22 a 5:30 de média , correr até o final, indo buscar vários atletas, inclusive a Marina rsrsrs.
Acabei fechando a prova com 2h:04 , fiquei muito satisfeito com esse tempo, pois perdi muito nos quilômetros iniciais , além do tempo que permaneci no banheiro. Valeu pela raça e superação e devo agradecer muito a grande ajuda do André que permaneceu meu anjo da guarda o tempo todo ao meu lado.
Veja os tempos parciais:
Km 1 6:55
Km2 6:04
Km3 6:31
Km4 6:20
Km5 7:22
Km6 6:30
Km7 6:37
Km8 6:13
Km9 6:02
Km10 5:25
Km11 5:26
Km12 5:32
Km13 5:38
Km14 5:30
Km15 5:22
Km16 5:21
Km17 5:24
Km18 5:18
Km19 5:32
Km20 5:40
Km21 5:33

Parabéns a todos que superaram seus limites e concluiram mais esse desafio.


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