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Maratona de São Paulo
07/06/2009

Por

Rodrigo Angelino de Oliveira

5, 10, 15, 21... enfim 42k

Neste domingo último, 31 de Maio consegui com muito suor e sacrifício completar a minha 1ª primeira maratona.
Agora, em meu humilde currículo de corredor consta a prova que representa o ápice do atletismo.
Uma breve retrospectiva da minha história nas corridas:
Minha paixão pela corrida de rua começou ainda quando criança. Em minha memória alguns flashes da prova noturna da São Silvestre, e com os passar dos anos, sempre no último dia do ano eu estava lá de frente à TV para assistir à corrida. Uma vez, disse para minha mãe: “Um dia eu vou correr a São Silvestre”. A cada ano uma nova promessa, e minha mãe me dizia: “Todo ano escuto você falar a mesma coisa”. Em 2002 coloquei como meta e comecei meus “treinos”. Lembro da dificuldade no início que era dar duas voltas seguidas na pista de “pedrinha” do Ibirapuera. Treinava uma única vez por semana (sempre aos domingos) e daí, dá pra imaginar como foi terminar a prova, né? Cheguei exausto, com a língua de fora, mas com a sensação de dever cumprido. Recordo-me a dificuldade que era andar em linha reta após a corrida e passei aquela virada de ano sentado em uma cadeira, sem conseguir ficar de pé por muito tempo. Mas aquele clima de festa da São Silvestre fez com que me apaixonasse pelas corridas de rua.
Lembro que na minha 2ª São Silvestre no final da prova recebi um dos panfletos da equipe Tavares e me pergunto até hoje: por que demorei tanto tempo pra entrar na equipe?
Em Abril de 2007 incentivado por alguns colegas de trabalho entrei na equipe, e de cara gostei do ambiente: muita gente descontraída, das mais variadas idades e classes sociais, sempre incentivando uns aos outros, contando suas histórias e dando dicas.
Neste dois anos o desempenho foi melhorando, e as distancias das mais variadas foram aumentando.

A maratona

Depois de quase três meses de treinos “puxados” chegou o grande dia, e estávamos ali no pelotão amarelinho: eu, Ricardo Kusaba, Leonardo, Eder, Kyoji, e mais um atleta que não sei o nome. Começamos a prova no ritmo estabelecido de 5:40min por km e até a saída do 1º túnel estávamos num ritmo progressivo que nos deixava a quase 2 min abaixo do tempo previsto de conclusão. Até quase metade da prova o grupo foi se dissipando, e restaram eu, o Leonardo e o Eder. Aí as coisas começaram a se complicar, uma ventania muito forte começou em sentido contrário ao nosso trajeto, o que dificultava muito manter o ritmo das passadas e dificultava a visão, pois eram folhas e “ciscos” que voavam direto no nosso rosto. Ao chegar no km 25 eu só tinha naquele momento a companhia do Léo, e minhas pernas já davam sinais de cansaço (poxa e restavam ainda 17km). A partir do km 30 fiquei sozinho, e no km 31 não resistindo mais às pernas com inicio de câimbras, parei para alongar, caminhei um pouco e com um trote cheguei no posto de gatorade no km seguinte. Me abasteci e continuei a jornada... aí foi só dor e superação... foram os 9km mais longos da minha vida. Já não conseguia mais manter uma corrida constante, as pernas “travavam” a cada subida e só parando, alongando, passando gelo e caminhando um pouco foi possível completar a prova.
O tempo final? Ah não foi o esperado (4h30min), mas terminar a prova “para malucos e para poucos” foi sensacional.


Agradecimentos

Em primeiro lugar parabenizar o prof. Tavares que com este projeto maravilhoso que é a EC TAVARES transforma sonhos em realidade. À toda equipe técnica que o auxilia: Adesilde, Prof. ª Clotilde, Prof. Zilli, ao André com a “santa água” depois da Biologia e ao Prof. Rafael com seus gritos de “força...força” que nos incentivava nos tiros de 2.000.
À todos os voluntários da maratona, que desempenham um papel fundamental na prova.
Ao meu colega de treino de maratona Ricardo Kusaba, aos colegas de “tiro” Leonardo, Valmir, Antonio e Maria “Motoqueira”.
Ao Marcelo Hideki que me puxou nos 3km finais.
Ao Renato Teramae que me deu ajudou na USP.
Ao Ludovico pela vibração e incentivo no km 33, no começo do meu declínio psicológico na prova.
Ao José (Bigode) que me socorreu nas câimbras no último km da prova.
Ao Cássio Motomura, que com seu relato de maratonista me impulsionou e motivou a realizar uma maratona.
À minha esposa pela compreensão e paciência com o tempo que dediquei aos treinos para a prova. Ao meu primo Daniel que me forneceu todo o material gráfico (entenda-se revistas de corrida e relacionadas), acrescentando conhecimento e outras dicas.
À representação maior de limites e paixão ao esporte, o Sr. Walter Sommerfeld, que aos 83 anos de idade me marcou com a frase: “Corro aqui para não ter que correr para a farmácia”.
E finalmente a Deus, por ter me mostrado o caminho do esporte, quando hoje em dia a maioria dos jovens opta pelo mundo das drogas e do álcool.

Depoimentos dos atletas pela bela estrutura de apoio que a Equipe Tavares montou de suporte:

Que festa linda!
Obrigada por me confiar o "comando" do grupo de apoio. Aliás, todos trabalharam muito bem e só tenho a elogia-los.” Déborah Quirico


“Estou lhe escrevendo para tentar expressar a minha imensa gratidão por ter me auxiliado nesta importante conquista de completar uma maratona. A estrutura da equipe e os atletas que deram apoio durante a prova foram impecáveis.”
Ricardo Kusaba

" A equipe Tavares está de parabens, pois a estrutura de vcs estavam empecável, primeiramente pelo gelinho feito de Gatorade que me entregaram e outro por um atleta da equipe me puxar no memento mais difícil da prova".
Yassuko Maruo


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