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Duas maratonas em 2 domingos seguidos
03/06/2009

Por Milton Sato

Heróis ou insanos? O mais provável é que alguns dos atletas da Equipe Tavares perderam totalmente o juízo. Isto porque, dos 11 atletas da equipe que participaram da Maratona de Porto Alegre uma semana atrás no domingo dia 24/05, 9 estiveram em ação neste fim de semana dia 31/05 participando da Maratona Internacional de São Paulo, sendo 6 na maratona (42,195Km), 1 na corrida dos 25Km (Kohei), 1 nos 10Km (Bete) e 1 (Maria Gomes) como voluntária com a finalidade de puxar e incentivar os atletas.
Os 6 atletas que decidiram desafiar 2 maratonas seguidas e testar os limites da resistência física e mental foram (por ordem alfabética):
- Alexandre Aoki (Alê)
- José Aparecido de Souza (Zé)
- Luiz Dias
- Maria José da Silva
- Milton Takeshi Sato
- Rosemeire Silva (Rose)

Os treinadores recomendam que se façam no máximo 2 maratonas por ano pois o desgaste físico é muito grande, afetando as plantas dos pés, os tornozelos, os quadris e principalmente os joelhos devido ao constante impacto com o solo. Então a quota para os atletas acima já se esgotaram para este ano (risos).
O fato é que todos conseguiram concluir a prova apesar de terem enfrentado várias dificuldades durante a prova, como cãimbras, cansaço físico, ventos, sol forte e vários aclives e declives. Eu estava ciente de que não conseguiria repetir a performance de 1 semana atrás, então corri de peruca de moicano para brincar e alegrar o público que assistiam a corrida nas ruas. Só não contava com o vento forte que soprava durante grande parte do percurso, principalmente na USP, que pegava na lateral da peruca e me empurrava para os lados. Não contava também que as cãimbras fossem manifestar já no Km22, que quase me fez desistir no Km26 onde os voluntários da Equipe Tavares montaram o 1° posto de apoio. Dois voluntários da equipe davam apoio de bicicleta dentro da USP, oferecendo isotônicos, águas, laranjas e azeitonas.

Passei capengando pelo 2° posto de apoio da equipe, que estava na altura do Km 35, próximo ao pessoal que estavam distribuindo ponkans descascadas para os corredores. A Maria Gomes que esperava os atletas da equipe neste ponto ameaçou me puxar, porém "pensou" que eu estivesse bem e acabou puxando a Jósi. Dentro do túnel Jânio Quadros, que fica sob a Marginal do Rio Tietê, as cãimbras ficaram tão fortes que tive dificuldade até em caminhar, o que fiz entre os Km36,5 ao Km38 já esperando encontrar uma ambulância para pedir massagem nas pernas (se é que eles fariam isso). Porém a salvação foi o 3° posto de apoio do equipe onde os voluntários estavam a postos para puxar (se pudesse teria pedido para "carregar"..risos) os atletas nos trechos finais, onde os companheiros(as) me incentivaram e o Mario veio me acompanhar, dando-me forças durante todo o restante do percurso. Mesmo quando consegui chegar no Km39, ainda não acreditava que conseguiria percorrer os pouco mais de 3Km que restavam, devido a fortes dores e frequente ameaça de travamento dos músculos das pernas devido as cãimbras. Pelo menos a minha mente continuava lúcida pois ainda conseguia sorrir e acenar para as pessoas que me incentivavam na rua com os gritos "vai moicano", "força picapau"...(risos).

Apesar do enorme sofrimento valeu pela experiência, e provavelmente não teria conseguido se não contasse com a solidariedade dos voluntários da Equipe Tavares, principalmente o Mario a quem gostaria de agradecer novamente. Imagino que nenhum dos 6 insanos estejam pensando em repetir a experiência por enquanto....não por enquanto....(risos).

p.s. Enviei reclamação aos organizadores da Maratona de Porto Alegre não concordando com o meu tempo publicado, e eles corrigiram para 3:37:56h que são quase 2 minutos a menos em relação ao anteriormente publicado. Este tempo, sim, foi o correto.


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