Notícias

Meia Maratona de Lisboa esteve representada por dois atletas da Equipe
16/03/2005

Por Marcio Batista

Olá, Amigos.

Estive neste domingo participando da Meia Maratona de Lisboa, edição de 15 anos da prova, e quero partilhar com vocês as emoções deste evento.

Partida de SP e a Chegada em Lisboa

Após um atraso de 4 horas no vôo de partida, que deveria ter sido às 22:10, o grupo levado pela empresa X-Travel embarcou na madrugada de 10/03 em direção à Lisboa. Algum problema com a aeronave ou outro motivo ocasionaram o atraso, segundo os funcionários da Varig.

Logo em nossa chegada a Lisboa, na parte da imigração, o funcionário local perguntou o que eu iria fazer em Lisboa, o qual prontamente respondi participar da Meia.
O gajo sorriu e disse que não só eu, como a maioria que estava chegando !!!
Fomos recebidos pelo pessoal local da X-Travel, que nos levou para o hotel oficial da organização, onde inclusive estavam hospedados os atletas de elite.

Bem, não fiquei hospedado com o restante do grupo e sim com amigos na cidade, então não vou poder falar muito sobre as atividades da organização, no Hotel.

Hotel (o que vi )

O hotel (belíssimo) escolhido pela organização era muito bem localizado, no centro da cidade, dando uma visão do Rio Tejo, que no domingo seria visto mais de perto, quando da travessia da Ponte 25 de Abril.

Havia uma sala preparada para a Coletiva de Imprensa, que ocorreu na 6ª. feira ( 11/03 ).A expectativa da prova era muito grande, já que estavam presentes Paul Tergat, Baldini, Cheruyot e outros para participar desta edição comemorativa da prova.

Após a coletiva, pude falar com alguns atletas, na salão de almoço, entre estes o campeoníssimo Paul Tergat, recordista desta prova (59:06). Rapidamente, peguei minha câmera e solicitei uma foto junto a este atencioso atleta.

Meus dias antes da prova em Lisboa

Na manhã de 6ª. feira, fui levado por amigos até a Oeiras, onde havia um pista de corrida junto ao Mar, com cerca de 2,6 km, ideal para treinos.
O clima estava muito agradável, para poder tirar o desgaste da viagem e preparar o corpo para a corrida de domingo.
Ao chegar à praia, havia um stand da Nike, o qual julguei que seria apenas para que as pessoas conhecessem os produtos da marca.
Para minha surpresa, fui abordado por um dos representantes, que indagou se iria correr e convidou-me para testar um dos novos lançamentos. Após preencher uma ficha com meus dados, que ficou guardada junto com meu tênis usado, solicitei um modelo para pronadores e fui prontamente atendido, recebendo um par novo, o qual calçei e comecei imediatamente o treino.
O mais engraçado é que você acaba por ficar fora da visão do stand em parte do percurso e se alguém for muito maldoso, é capaz de ir embora e não voltar mais para devolver o tênis, situação que não ocorre. Que tal fazer este tipo de trabalho no Ibirapuera ?


No sábado, meu amigo apresentou-me a um Major do exército português, participante da prova desde as primeiras edições, o qual deu-me algumas referências do percurso e dos cuidados durante a travessia da ponte (cerca de 4 Km). Se não tiver atenção, pode-se tropeçar no gradil que fica junto as laterais, o que poderia resultar em sérios problemas, como ele mesmo disse que já presenciou. Mas disse que após os momentos iniciais, a prova flui de maneira bastante prazerosa.

Dia da Prova

Na manhã de domingo, fui ao hotel encontrar com o restante do grupo, para usar o transporte oficial até a Largada.
Foi fantástico observar o trabalho perfeito da organização para com cadeirantes, momentos antes da saída dos demais atletas.

Por estar com a camisa da Equipe Tavares, fui reconhecido pelo José Augusto, que também treina com a equipe e pudemos registrar este momento.

Novamente, pude tirar outra foto junto à Paul Tergat, só que agora usando a camisa da Equipe Tavares, o que me deixou bastante contente.

Na saída, o comboio de ônibus foi escoltado por batedores durante todo o trajeto, inclusive atravessando a Ponte 25 de Abril, já que a largada seria na outra margem do rio.

Graças à parceria da X-Travel com a organização da prova, nosso grupo recebeu números de Elite, o que permitiria ficar no espaço reservado junto aos grandes atletas internacionais durante o aquecimento. (Se bem que não ia fazer nenhuma diferença no meu desempenho).

Ao fundo era possível observar a barreira dos seguranças, para conter as mais de 34.000 pessoas que iriam fazer distâncias de 8 Km e 21 Km.
A prova de 8 Km é muito procurada pelos portugueses, para poder curtir este momento e observar a cidade !!!.

No local de partida, é incrível a sensação de estar fazendo o trote de aquecimento e cruzar diversas vezes com os atletas profissionais.

Pontualmente, às 10:30, iniciou-se à prova. Atravessar os 4 Km da Ponte 25 de Abril é fantástico !
A prova é muito rápida, já que a maior parte do percurso é todo plano. Passa-se pela parte baixa da cidade (9Km e 10 Km), com o apoio das pessoas nas calçadas, que estão a tirar fotos e filmar, mesmo não sabendo quem é você.

No 6 Km, ocorre a separação da prova, entre Meia e 8 Km, o que facilita a concentração para os empenhados na Meia Maratona.

Os postos de água são muito bem posicionados e abastecidos, com garrafas de água e isotônicos. Existem avisos 100m antes das mesas.

Observa-se também 2 pontos de cronometragem, nos 10 Km e nos 15 Km, o que permite uma avaliação do desempenho nestas distâncias. Muitas pessoas participam para fazer distâncias menores do que 21 Km, já que sabem deste recurso.

No 12 Km, ocorre o retorno em direção à ponte 25 de Abril, a qual fica a ser observada em quanto vamos em direção à meta final.

A chegada ocorreu no Mosteiro dos Jeronimos, junto a confeitaria dos famosos Pasteis de Belem.

Ali, aquele conhecido afunilamento das pessoas com o sorriso estampado no rosto, com apenas uma pequena confusão para pegar uma sacola, que continha água, isotônico e achocolatado.

Havia uma tenda para massagens, para os mais necessitados.
(Não apelei para isto)


Bem, meu desempenho na prova foi extremamente satisfatório. Já nos 10 Km, estava fazendo tempo abaixo do anteriores, o que mantive também nos 15 Km.
Acredito que isso deve-se ao fato da melhor oxigenação do local. Posso dizer que não senti nenhum problema na respiração.

Somente após o 16 Km, comecei a sentir dores na tíbia esquerda, mas não o suficiente para derrubar a vontade de chegar correndo até o final.

Acabei por fazer o tempo de 02:02:58, ficando em 2.804. Para quem nunca tinha ido além dos 15 Km da última São Silvestre ( 01:37 ), posso disser que a medalha ganha neste fim-de-semana e o sentimento de vitória, fez valer cada passada e gota de suor.
E o prazer de usar a camisa amarela e azul da Equipe Tavares, ajudou muito nesta realização.

Um grande abraço a todos !

Márcio Batista


©2012 ECTAVARES - Tel: 11 3231-2080/3159-8456/7722-0811 - Design Ciclo Graphics