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Rio Grande, 4 guerreiros passam no teste rumo a Comrades
23/02/2009

Por Nádia Vilela

Na sexta-feira,13,partimos eu,Alê e Maria rumo à nossa primeira Ultramaratona.
A corrida a gente sabia que seria longa,mas não imaginávamos que Rio Grande fosse assim tão longe.Chegar em Porto Alegre foi fácil,duro foi a jardineira que enfrentamos a seguir,5 longas horas em estrada de pista simples,sentados nos últimos lugares do ônibus.
Se foi difícil para nós,pior ainda para a Cris,que saiu de Manaus às 13 hs,esperou na rodoviária o ônibus das 2 hs da manhã e chegou para o café..
Às 10 hs fomos pegar o kit,e como tínhamos que levar 2 kg de alimento cada,sugeri ao Alê que comprássemos 5 kg de arroz.Junto com a Ultra,iria ocorrer uma Maratoninha e uma senhora da organização,ao ver o Alê com o saco nas costas,cutucou-o e disse:"prá maratoninha não precisa de alimento".Quando ele virou,todos nós caimos na risada,inclusive ela.
À noite teve o costumeiro jantar de massas,e já pudemos constatar que só tinha feras,gente do Brasil todo mas que não foi lá brincar.
Acordamos com um frio na barriga,e torcendo para que o tempo continuasse ameno,pois todos diziam que o pior adversário era o calor e o vento.Maria nos tranquilizava dizendo que ia dar tudo certo,que ela estava mentalizando havia 2 meses e iria fazer 20 graus (sic).
O Alê já tinha combinado conosco que iria marcar o ritmo para que a gente conseguisse fazer o tempo pretendido,de 4:50 hs.
Largamos a 5:35/km,e o ritmo seria de 5:50.As poucas mulheres presentes sumiram de vista,só ficaram as mais novas e da região.
Eu falava,Maria tá forte,sempre virando em 5:35,mas ela dizia,eu vou assim até aguentar,daí eu é que não ficava prá trás,não é?Temos que seguir os mais experientes rsrsrs
E o Alê nada,até que depois de 20 km ele encostou no embalo.
E a reta não acabava,não tem nem uma curva prá alegrar,nem uma subidinha,ai ai.
Mas tinha água gelada a cada 3 km,e isso ia afastando a monotonia,dividia o gel em 3 partes e imaginava que ele iria me segurar até o próximo posto,e assim até o km 42.Fechamos a maratona em 3:57 hs,abaixo do esperado,e assim tínhamos um pouco de sobra.
Daí chegamos na praia,calor,maresia e cansaço.e os km pareciam mais longos,mesmo tendo água de km em km.
No km 46 quase entreguei os pontos,quando recebi a água e recebi o aviso de que faltavam 4 km,parei.
Felizmente o grande Alê percebeu e deu um grito:"vamos Nádia,vai dar tempo".Só aí olhei no relógio e vi 4:21 hs e pensei,é agora ou nunca.
O último km foi interminável,minha pressão caiu e eu quase não enxergava.Mais uma vez o Alê me salvou,ele voltou e guiou me até a chegada.Depois que recebemos a medalha ele ainda voltou para buscar a Cris.
Não foi ainda dessa vez que ganhei da Maria,ela fechou em 4:40 e eu em 4:40:54 hs,mas eu ainda chego lá rsrsrs
Foi uma experiencia muito boa,fizemos a prova no mesmo ritmo do começo ao fim.
Além disso,trouxemos trofeus,porque para uma prova tão difícil,eles nos animam,premiando até o décimo colocado na geral e nas categorias.
Par quem se animar,boa sorte.


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