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Tudo que rolou em Paraty contadas pelo Teru e Rogério
25/02/2005

(Contadas pelo Teru)

Olá Pessoal!!!
No fim de semana do dia 18 a 20 de fevereiro de 2005 fomos participar da excursão da Meia Maratona (18 Km na verdade) de Parati.
Na sexta feira saímos pontualmente às 9 horas da noite com todos os assentos do ônibus ocupados. Teve a tradicional distribuição de lanches e bebidas.
Paramos em São José dos Campos no posto e restaurante Vaca Preta e comemos aquele sanduíche de churrasco. Desta vez não ouvi a reclamação de (meus) roncos e o Fábio não ficou conversando a viagem inteira. Acho que o pessoal que estava na frente estava meio fora de sintonia, principalmente em relação quanto a temperatura e sexo (sem malícias por favor). As meninas estavam usando o cobertor morrendo de frio e os rapazes estavam morrendo de calor. Seria menopausa e andropausa???
Ao cruzar a divisa de São Paulo com o Rio de Janeiro o pessoal da frente já estava todos acordados e atentos a pista para estudar o percurso da corrida. Ficaram atentos até na marcação da quilometragem na pista.
Chegamos ao hotel conforme o previsto e fomos dormir.
Ao acordar fomos tomar aquele delicioso café da manhã. Não resisti e mandei ver. Eram vários tipos de bolos (de banana, fubá, formigueiro, com goiabada, etc... experimentei todos), gelatina, sucos, pãezinhos, salsichas, frios, café, leite, frutas, etc... só faltaram os ovos mexidos e bacon, mas naquela hora já não entrava mais nada.
A grande maioria do pessoal da excursão acabou fazendo o passeio de barco pela baia de Parati. Em terra ficaram o Rogério, a Camila e o Ricardo que fizeram a gentileza de retirarem os kit da corrida para o pessoal da equipe devido a incompatibilidade do horário para a retirada dos kits e com os passeios a serem realizados e também por acabarem de fazer o passeio há poucos dias atrás.
O passeio foi tudo de bom, com o barco Black Caesar, um dos maiores do porto, senão o maior. Foram 4 paradas em lugares paradisíacos. Quase todos caíram na água, excetos os travados Fabinho, Cissa e a Érica. Até que o Fábio entrou na primeira parada mas ficou morrendo de medo e não entrou mais. As duas não passaram da escadinha do barco, e além disso, somente para embarcar no bote inflável (rs). E com a dica do Prof. Tavares de levar pães para os passeios para alimentar os peixes foi muito 10 pois cardumes de peixes ficavam em volta do barco, fora que avistávamos grandes estrelas do mar no fundo do oceano tamanho a cristalinidade da água. E os equipados prof. Tavares, William e eu, com máscaras, snorkel e pé de pat... (desculpe os mergulhadores de plantão) nadadeiras, parecíamos de outro mundo. O tempo estava agradável pois estava ensolarado para nublado e com alguns chuviscos esporádicos, pois se tivesse aquela lua, muitos não iriam conseguir correr no dia seguinte devido as queimaduras, por mais que passassem bloqueadores solares. A Patrícia Coelho era só alegria, não sabia nadar mas ela com o professor Tavares foram os que mais ficaram na água. Ela só saia d´agua somente para subir no barco para pular na água ou ir para as pedras e saltar. E nesta mesma pedra o Prof. Tavares não sabia se pulava ou se engatinhava com nadadeiras, com uma platéia que vibrava do barco com suas peripécias (rs). Espero que ele não tenha apagado as fotos de sua câmera (rs). Nesta parada (a terceira) foi servido o almoço para quem fez o pedido logo no começo do passeio. Foi um almoço bem simples mas muito gostoso: arroz, peixe com pirão e salada ou arroz, frango com batata soute. Na última parada, não sei se o pessoal reparou porque neste momento estava nublado o que diminuía a claridade, conseqüentemente a visibilidade da água, pequenos peixinhos ficavam em volta de nossos pés brincando, foi muito 10. E como a primeira pessoa que notamos que tinham peixes em volta foi o Prof. Tavares, ele estava se achando o Homem Animal (alguém se lembra deste personagem da DC Comics, que adquiria a os poderes de qualquer animal que estivesse mais próximo), mas pela definição dele, ele estava mais próximo do Dr. Doolitle, os amigos dos animais. Mas das vezes que o pessoal pegou o bote para ir para uma prainha, o Professor fez questão de ir e voltar a nado. Acho que ele adquiriu a habilidade de nadar dos peixinhos em volta dele. Rs.
Kit
(por Rogério)

Os kits seriam entregues das 14H00 - 18H00 no centro de Informações a turistas de Paraty , justamente no horário do passeio de escuna (11H00 - 18H00). O nosso treinador Fábio (ou Binho que adora ganhar calcinha vermelha com renda) tinha sido escalado para esta função. Mas, como eu e a Camila já tínhamos feito o passeio, resolvemos substituí-lo. Fomos até o local da entrega dos kits, chegamos 3 horas antes do programado e felizmente, a organização já se preparava para a entrega do chip, número e alfinetes. Conferimos os nomes, idades e equipe e constatamos um "erro que na verdade não era erro". Este "erro" devia-se a faixa etária - 45 a 99 anos - de algumas atletas da equipe. Mas conforme esclarecido pela organização e descrito no regulamento, este intervalo de idade estava correto. Na minha opinião, uma total falta de respeito com as nossas atletas mais experientes.
Voltamos para o hotel e organizamos os 31 kits em ordem alfabética a fim de facilitar a entrega. Fomos almoçar e no retorno, bateu aquele soninho peculiar de "pós-almoço". Chegamos no hotel e pensei - agora é só alegria - Paraty, clima praiana, hotel vazio, cama diferente, ar condicionado...mas, infelizmente (muito infelizmente) a minha "viradinha de zóio" ficou só no pensamento já que o "mala" e "segura vela" do meu irmão apelidado de Bolinha não quis fazer o passeio de escuna. Como estávamos dividindo o mesmo quarto...
No final, o Bolinha Mala Segura Vela ficou roncando e peidando no quarto e eu e a Camila dormindo na rede. Na verdade a Camila ficou dormindo enquanto eu ficava me comunicando com o Tavares (via rádio). Nesta comunicação, fiquei sabendo que o Fábio não entrou no mar...ele tem medo de tubarão e estava com receio de manchar a calcinha vermelha e rendada (Obs.: eu não sabia que água salgada mancha calcinha)
O tempo começou a fechar e por volta das 16H30 a chuva caiu. Por volta das 18H30, os atletas começavam a chegar do passeio e já iam recebendo os kits.

(Continuação do Teru)
Voltamos do passeio e só deu tempo para tomarmos um banho para irmos jantar. Desta vez a sorte grande foi a minha e da Erica. A nossa mesa no restaurante era a maior de todas, fizemos a maior festa, cantamos parabéns para o sr. Luís Matsushita para alegrar a mesa (não era aniversário dele, mas apenas para animar um pouco pois o pessoal começou a ficar com sono), mas acho que perderam a comanda de nossos pedidos, e eu e Erica fomos servidos quase que 2 horas depois que sentamos a mesa. Fomos os últimos a serem servidos, e até seria compreensível se tivéssemos pedidos algo diferente, mas eram os pratos do dia, sendo que o da Erica veio um pouco antes do meu que era arroz, feijão (aguado, tinham acabado de fazer), bife e salada (duas fatias de cebola, uma folha de alface e duas fatias de tomate). Todos já tinham jantado, ficamos por últimos mesmo e estávamos meios chateados porque estávamos preocupados com o pessoal que iria correr no dia seguinte e precisam descansar. Quase pedi para o pessoal irem embora no sentido de irem descansar, mas a conta do pessoal também demorou a chegar na mesa e deu tempo para jantar. Mas morri com uma baita vontade de comer batata frita e um ovo frito (tinha pedido isto também mas acho que esqueceram mesmo da gente). Depois da canseira fomos tomar um sorvete para nos refrescar. O pessoal foi descansar e depois a Erica, a Adriana, o William e eu demos uma voltinha no centro que estava muito encantador, com seus diversos barzinhos com música ao vivo, mas com música bem light, muita bossa nova e jazz, tudo a ver com o local.


(Continuação do Rogerio)
Percurso
Saímos do hotel às 07H20 e chegamos em Patrimônio às 07H50. Descemos uma rua que dava acesso à cidade e fomos procurar o local da largada...LOCAL DA LARGADA?! Parecia uma cidade fantasma, todas as casas estavam fechadas, alguns vira latas rondavam a micro mini praça e só. Olha daqui, olha dali e nada, nadica de nada. Segundo o nosso amigo e atleta Luiz Matushita o local estava correto, sendo que a largada (pelo menos em 2004) seria dada próxima à valeta, único ponto de referência, já que nem faixa e muito menos pórtico de largada existiam. Acabamos acordando a cidade de Patrimônio e por volta das 08H30, os demais atletas começavam a chegar. Às 08H45 chegaram os organizadores, esticaram os tapetes com os sensores e começaram a convocar os 400 atletas para validarem o chip (parecia fila de vacinação de gado). A largada aconteceu às 09H05 sob um forte e respeitado sol. De cara uma ladeira nos aguardava, após + - 200M de subida, chegamos na estrada cercada por árvores dos dois lados. O trânsito estava fechado no sentido Patrimônio - Paraty e os motoristas muito educados e respeitadores transitavam bem devagar pela pista e acostamento do sentido oposto. Até o Km 10, as subidas são constantes mas não muito fortes. Dos 10Km até os 12,5Km haja perna, a subida é cansativa. Fim de subida, os últimos 6,3Km são totalmente planos. Nesta parte do percurso, o sol era de fritar ovo, um calor absurdo e para piorar a água não era gelada. O percurso é muito bonito e bem desafiador.
Infelizmente, nem tudo é perfeito, havia uma van verde (transportava as caixas d' água) que corria em alta velocidade e próximo dos corredores.
Outro ponto negativo foi o atropelamento de nossa colega Wanda. A 2Km da chegada o Tavares, a Camila, o Ricardo (Bolinha Mala Segura Vela) e a Wanda ensaiavam a chegada. A Wanda alinhou com os demais pelo lado direito (acostamento) quando de repente surgiu uma moto em alta velocidade... Prontamente o Tavares comunicou o fato via rádio ( Nextel) a Cissa que se encontrava na chegada e menos de dois minutos o resgate chegou.

(pelo Teru)
No dia seguinte, todos acordaram cedo, e acordamos também quase no mesmo horário. Como eu e a Erica ainda estamos de molho não participaríamos da prova e nem a irmãzinha da Erica por não estar preparada para percorrer uma distância de 18 Km. Tomamos de novo aquele delicioso café da manhã juntamente com a dona Carmem, esposa do Sr. Luís Matsushita.

E sem perder tempo fomos para a Praia de Jabaquara, uns 15 minutos a pé, com apenas um morrinho separando a praia do centro. Foi um passeio muito gostoso. Fomos até a ponta da praia caminhando mais uns 5 minutinhos para fazer um tratamento de beleza na lama negra, tudinho de graça. Brincamos de monstro do pântano com a dona Carmem e depois fomos tirar a lama de nossos corpos. Para quem não conhece a praia de Jabaquara, é uma praia piscina na qual a gente anda uns 500 m mar adentro e a profundidade continua com 1 m constante. Uma única coisa ruim é que debaixo d´água é que no fundo tem a mesma lama negra em toda a sua extensão e dá a maior sensação ruim quando pisamos o chão, quando a lama passa entre nossos dedos do pé (argh). De novo a praia estava cheio de peixinhos e camarões que pulavam da água conforme a gente se movimentava dentro d´água.
Ficamos na praia durante uma hora e meia e voltamos para o hotel por volta das 9:45 (ganhamos mais uma hora neste fim de semana por ter acabado o horário de verão), tomamos um banho e fomos ver a chegada do pessoal. Do lado da largada consegui alugar uma bicicleta e me equilibrando segurando uma garrafa geladinha de água e uma máquina fotográfica, foram dar apoio aos nossos amigos da equipe. A Erica, Adriana e a Dona Carmem ficaram na chegada para fazer torcida ao nosso pessoal e tirar fotos. Só peço desculpas se a gente não tirou a foto de todos porque fica meio difícil identificar na correria Na medida que o pessoal da equipe ia passando, eu ia oferecendo água geladinha e tirava a foto do pessoal. Ah, quando aluguei a bike o super Fábio já tinha fechado a prova em 1 hora e 4 minutos. Quando avistei o prof. Tavares, a Camila, o Ricardo e a Wanda achei que ia dar marmelada pois a Camila e o Ricardo (segundo o Rogério, vulgo o Bolinha Mala Segura Vela - acho que também tive uma Bolinha Legal Segura Vela – vide o texto do Rogério para entender, e quase pensei em correr os 18 Km- rs) apostaram uma banana split para ver quem chegava primeiro. Eles secaram com a fonte então parei no posto BR e reabasteci com mais uma garrafa de água geladinha. Encontrei a Ida no último posto de água, dei mais uma assistência e voltei até o posto rodoviário para ver se tinha mais alguém da equipe. Fiquei imaginando a canseira do pessoal, pois no último retão a gente olhava para o horizonte e via a imagem distorcida pelo calor. E pelo trecho que passei, nada de ver a linda paisagem do mar, seus piers e os iates que ficaram escondidas sobre a vasta vegetação da Mata Atlântica. No final, na entradinha da cidade de Parati, o Fábio e eu fizemos escolta para a Dona Ida até a chegada. Para a nossa surpresa, ficamos sabendo que a Wanda tinha sofrido um acidente: um imprudente motociclista no acostamento atropelou nossa atleta e fugiu sem prestar socorro. Contaram-me que veio um carro da organização prontamente para prestar socorro, mas ela voltou a prova e concluiu até a chegada. Naquele corre corre, devolvi a bike e acompanhei a Wanda até o moderno PS da cidade (rs). O médico mexeu na cabeça da Wanda e disse que não tinha nada. E solicitou raio x para a perna direita e braço esquerdo. Ficamos aguardando um tempinho para o cara do raio x aparecer e o cara pediu para ela mexer o braço, prontamente atendido e disse ”ah, tá bom, não quebrou nada e nem precisa tirar raio x do braço!!!” Acho que nem médico o cara era. Depois disso ela fez os curativos e aguardamos o raio x da perna que não deu em nada, ainda bem. Ela estava muito emocionada com a solidariedade da equipe, pois todos pararam a sua corrida para acudi-la, e até o William que estava alguns metros a frente do pessoal acabou voltando até o ponto do acidente. Ela entrou no carro da organização e andou uns 200 m de carro, e vendo todo o pessoal transtornado, e por faltar uns 500 m para terminar a prova, pediu para descer do carro e terminar a corrida com o pessoal. Parece que na chegada a Camila e o Ricardo terminaram a disputa pessoal e o vencedor foi o Ricardo pelo tempo da classificação da organização por apenas 1 segundo (temos prova fotográfica e a distância parecia maior – o Ricardo fica nos devendo um pedaço da banana split-rs). Mas lembrando, os 200 m que a Wanda andou de carro na hora do socorro, ela compensou andando a pé uns 400 m do PS até o hotel.
Deixando ela no hotel, voltei ainda para ver a premiação do Fábio, Patrícia Coelho, Evaristo (representado pelo Fábio no pódio), Camila (??? isso mesmo, em 5º lugar em sua categoria) e o Sr. Luís Matsuhita. Fizemos aquela festa debaixo do pódio. E o Milton na chegada estava de cabeleira nova, todo rastafari (rs)!!!
Tomamos um banho, fizemos as malas e só deu tempo para almoçar para a gente ir embora.
Infelizmente não deu para fazer a parada no Restaurante Delícias da Cabloca que fica no Km 72,5 em Ubatuba pois muitos já tinham almoçado (tava todo mundo com o estômago nas costas ao terminar a corrida) onde o almoço custa em torno de R$15,00 à vontade, com grande variedade de saladas, comidas quentes em panelas de barro no forno a lenha, sem contar também que incluso no preço está uma variedade de sobremesas caseiras (doce de abóbora, pudim, goiabada, requeijão, cocada, etc,...)
No pronunciamento do Prof. Tavares, a Wanda fez um agradecimento a todos da equipe pela solidariedade prestada. Depois disso a EC Tavares fez sorteios de brindes durante a viagem e assistimos os Normais e a Diarista.
Infelizmente também o ônibus não pode fazer a parada no Restaurante Fazendão no Km 45 da rodovia dos Tamoio (os sanduíches de lá são magníficos e os banheiros muito hi tech, com funcionamento de sensores) pois não são permitidos as paradas de ônibus no local e ligando no Fazendão me sugeriram parar no Girassol, mas tanto este como o Vaca Preta tinha o problema de serem do outro lado da pista e ficava muito difícil naquele horário com tráfego intenso fazer a manobra para atravessar a pista porque onde antigamente era acostamento foi transformado em pista.
Em compensação chegamos em São Paulo por volta das 7 horas da noite na estação Vergueiro com ainda alguma claridade.
Fim de viagem!!!!
Parabéns a todos os atletas que suaram literalmente a camisa e seus acompanhantes pela torcida!!!
Um grande abraço a todos,

Veja as fotos clicando abaixo

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mais fotos:

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