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O Espírito de Equipe na Maratona de São Paulo
02/06/2008

Por Cristina A. Rodrigues

O Espírito de Equipe na Maratona de São Paulo

Às 9h00 do dia 1º de junho, um domingo frio (14 ºC) e com 68% de umidade, sob sua famosa garoa, São Paulo viu iniciar mais uma Maratona em sua cidade.
Considerada a mais difícil do País e, portanto, muito desafiadora, a Maratona de São Paulo serviu de palco para que a equipe Tavares desfilasse, por meio de seus atletas e pessoal de apoio, o verdadeiro exemplo do espírito de equipe.
Após meses de treino, os atletas Tavares enfrentaram seus medos, dores e dificuldades para fazer uma corrida inesquecível.
A rotina desses atletas até o dia 1º de junho, foi exaustiva, disciplinada, organizada e muito bem monitorada pelo nosso Prof. Luiz Tavares.
Nas ruas de São Paulo, ostentamos nossas camisetas amarelas com o orgulho de quem se dedicou muito para alcançar as metas propostas.
Por trás dessas camisetas, há muita história de luta conjunta e superação pessoal. São atletas, sim, mas são também mães, pais, trabalhadores das mais diversas funções, donas de casa, médicos, publicitarios, porteiros, zeladores, advogados, bancários com todo tipo de dificuldade que uma rotina diária impõe ao trabalhador brasileiro. E, mesmo assim, estavam lá, debaixo de frio e chuva, felizes por poder, finalmente, colocar em ação a energia acumulada durante os árduos treinos dos meses anteriores.
Ali, frente a frente com as ruas de São Paulo, estava uma equipe vencedora, que superou as adversidades do dia-a-dia e se preparou para dar um exemplo de força de vontade.
A largada na Av. Jornalista Roberto Marinho foi emocionante!
A Ponte Estaiada, considerada o novo cartão postal da cidade, é muito bonita e apresentou um visual único nesse dia, com repórteres e fotógrafos empoleirados para registrar aquele momento histórico. Lá embaixo, gente desconhecida acenava para os corredores e os carros diminuíam seu ritmo para tentar ver e entender o que se passava lá encima.
Na ponte, os corredores aumentavam seu ritmo e seus corações disparavam amparados por um fôlego extra, o da largada, que logo viria a se equilibrar, porque afinal, seriam 42 km a vencer.
Na marginal, a sensação única de estar ali, sem carros, dominando a sempre congestionada via, agora livre para nós corredores, que interliga São Paulo de norte a sul.
A Av. Juscelino e o Túnel Jânio Quadros (km 6 e 7) davam uma amostra do que seria o fim da prova, já que passaríamos ali novamente, por volta do km 38.
Um momento de grande expectativa aconteceu próximo à Praça Panamericana, pois ali cruzávamos o pessoal da Elite, nós no km 11 e eles no km 21, era mais um momento de superação.
A entrada na USP também foi um momento de apreensão, pois é o trecho conhecido como matadouro, já que sai das ruas, tornando-se um trajeto solitário e que “deságua” no km 33, grande vilão de quem “quebra”.
Entretanto, ao meu ver, a USP foi muito difícil, mas também um momento de alegria rara, pois lá dentro, no km 25 estava a melhor torcida que um atleta poderia desejar, a animada equipe de apoio Tavares, cuja animação e colaboração incentivavam a nós atletas de modo excepcional. Obrigada Pessoal!!!
Bem, a maratona só acabaria há 17 km daquele local de festa, portanto continuamos na USP, enfrentando a solidão e o cansaço que já começava a se apresentar.
Na saída, um sopro de animação vindo de um pequeno grupo que gritava muito encorajando os atletas.
O próximo Túnel era somente um aperitivo do que se seguiria, pois desembocava na Av. Lineu de Paula Machado, cujo km 36 serviu-nos como um oásis no deserto, já que ali teríamos novamente o exemplo vivo do espírito de equipe Tavares. Enquanto um ciclista encontrou comigo logo na saída do túnel e já perguntou o que eu iria beber, seguindo para o grupo a fim de informá-los, o pessoal no ponto de apoio já se preparava, lançando mão de tudo o que estivesse à disposição, além de uma alegria e torcida contagiantes, que me fizeram crer que seria possível cumprir minha meta sem sucumbir. Obrigada Pessoal!!!
Assim, seguimos pelo Túnel Jânio Quadros apresentando os primeiros sinais de exaustão, mas também os primeiros sinais de realização. Era assim, um sorriso Tavares, um sorriso que se firmava à medida que cada km final era superado. Era um sorriso contido, porém pleno. Sorriso de quem sabia que seria possível terminar bem e cumprir o objetivo almejado.
Na Juscelino, um pouco antes da entrada do Túnel Tribunal de Justiça, mais um grupo se apresentou para apoiar os atletas que finalizavam a Maratona. Desse grupo, surgiu meu anjo da guarda, o Ludovico, que me acompanhou nos últimos 4 km e 195metros finais. Foi um apoio e tanto! E ainda, ao final, deu um sprint comigo (45s nos 200 m finais) e me levou até a barraca da Equipe Tavares. Lá, ao encontrar meus amigos que já haviam terminado (todos cumpriram suas metas), senti uma sensação maravilhosa, a sensação do acolhimento incondicional. Nossa equipe, que já é conceituada pelos resultados e organização, tem muito mais que isso para mostrar. Nossa equipe, a Equipe TAVARES tem um espírito, é uma equipe com alma. Alma de Atleta!!



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