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Os Tavares na terra do Mickey: o sonho virou realidade!
23/01/2008

Por Nádia Garcia


Os roteiristas americanos entraram em greve, paralisando todas as nossas séries preferidas, nos deixando ansiosos à espera das cenas dos próximos capítulos. Clark Kent aguarda sentado em Smallville a próxima armação de Lex Luthor, Jack Bauer parou nas 12 horas, Dr. House faltou em seu plantão médico, os Heroes não querem mais salvar o mundo e a galera de Lost dessa vez se perdeu mesmo por ai, porque nem chegou a começar. Mas essas séries perderão a graça depois que você conhecer as aventuras dos TAVARES na Disney! Fomos até a terra do Mickey para escrever a nossa história, transformar nosso sonho em realidade.

Os personagens principais desse episódio são os amarelinhos Nádia, Riuko e Luis (o técnico), mas sem esquecer de que vários outros Tavares também estava por lá, escrevendo roteiros para outros capítulos. Melhor atriz coadjuvante: Adesilde. Melhor ator coadjuvante: Pato Donald.

Nos encontramos por volta das 9 da noite (horário de Brasília) em Cumbica, no maior clima de festa. Entrar no avião foi fácil, para a Riuko e para o Luis, porque resolveram me revistar. Revista completa! Tive até que tirar o tênis, ainda bem que estava com uma meia bonitinha. A Riuko não conseguiu sentar perto da gente, mas ao nosso lado estava o senhor Mario Rollo, da Corpore, e sua esposa. Ele e o Tavares conversaram muito sobre o calendário de corridas desse ano, e eu ouvi atentamente, pois esse assunto me interessa. A viagem foi um pouco cansativa, mas quem liga para isso quando se tem como colega de viagem o Fábio Assunção ? Pois é, ele estava levando o seu filho para a Disney no nosso vôo.
Desembarcamos no aeroporto de Miami, mas ainda não estávamos em solo americano, faltava passar pela alfândega. Já pensou chegar até lá e não entrar ? Não, não dava para admitir isso para a gente. Homens de preto, cara fechada e ali não adianta dar sorrisinho não. Eu estava nervosa, mas sabia que logo aquele momento ia acabar e em breve eu ia conhecer o Mickey. Fiquei treinando perguntas e respostas em inglês na fila da alfândega, enquanto dava uma olhada para o Fábio Assunção, até que o policial me chamou. Pediu meu passaporte e me fez uma pergunta, não entendi nada! Ele me perguntou tudo em espanhol e falou muito rápido. Estava esperando outro idioma, fiquei perdida. Sem pensar eu disse “sorry” e ele perguntou novamente, em inglês dessa vez, ai eu entendi. Não que eu domine o idioma, mas já tinha decorado a pergunta e a resposta. E sabe como respondi ? Em português! Rsrs... foi a maior confusão de línguas, mas o policial entendeu e nos comunicamos bem.
Depois ele só me fez mais duas perguntas, tão doloridas quanto um pisão no calo, mas só faltavam 100 metros para acabar com aquela “corrida”. Ele me perguntou onde estava meu esposo e se era minha primeira vez nos EUA. Respondi que não era casada e que era minha primeira vez (que estranho, rs), ai ele começou a carimbar meu passaporte. Tive medo de não ter conseguido entrar, mas li Admited e me senti na linha de chegada. Ufa! Logo depois de mim veio o professor e a Riuko, dizendo que o policial foi simpático com ela. Estávamos nos Estados Unidos.
O tempo era curto para pegar as malas e o vôo para Orlando, então corremos, literalmente! Nessa o Fábio Assunção já tinha sumido, mas tudo bem. Essa etapa é uma loucura porque eles revistam tudo, a gente fica parecendo prisioneiro de guerra. O povo já vai tirando o tênis, jogando as malas no raio-x, pegando o outro lado, sai descalço mesmo e eles não deixam passar nada! Nosso amigo Vantoil tinha um limão na mala, foi barrado, teve que tirar e prestar mil esclarecimentos. Mas passou e ele conseguiu embarcar com a gente. A Riuko tomou uma bronca porque a mulher pediu o passaporte e ela entregou todos os documentos, era só o passaporte! Esses latinos... Nos atrapalhamos um pouco porque eles são muito metódicos e nós não, mas não vou criticá-los porque o sistema lá funciona muito bem. Tomamos mais umas broncas, mais um vôo de 50 minutos e chegamos na terra do Mickey!
Já no aeroporto de Orlando dá para sentir o clima, porque está cheio de lojas da Disney, é tudo colorido e todo mundo tá com uma cara feliz. Mas para não perder nenhum minuto do nosso precioso tempo de aventuras nós dividimos as funções: o Luiz foi o motorista, a Riuko a tradutora e eu, como não dirijo e nem falo inglês, fiquei responsável por levar nossas malas para o hotel enquanto eles iam buscar o carro que alugamos. A Riuko e o Luis se perderam no caminho, ou melhor, aproveitaram para conhecer a cidade involuntariamente. Estava tudo tão bacana que nada deu errado, até quando algo não saia conforme o planejado a gente se divertia.
Aproveitamos essa quinta-feira para fazer compras, já que tinha ficado tarde para ir a algum parque. Tomei um susto com o preço das coisas, é tudo muito barato! O Wal Mart foi nosso lugar preferido, lá tem de tudo, desde eletrônicos, roupas, relógios e muito chocolate! Sabe aqueles chocolates importados maravilhosos e caros ? $ 0,50 em porção king size. Comprei vários, afinal comprando lá não é importação e tem em qualquer posto de gasolina. O Luis se preocupa primeiro com as gatas depois com ele, então já garantiu 3 caixas da ração que elas gostam, depois foi fazer as compras pessoais na parte de eletrônicos, acompanhado pela Riuko e o bolo de arroz. É que a Riuko, para não cair em tentações de comidas americanas gordurosas, levou vários potinhos de um bolo integral feito com farinha de arroz e fibras. Mas nós três resistimos à tentação, jantamos no Vitorio’s, um restaurante de comida brasileira, e comemos arroz, feijão, bife e salada em nosso primeiro dia nos Estados Unidos.
Apesar da gente só ter dormido umas quatro horas, levantamos bem cedo na sexta-feira, para aproveitar bem o dia. Fomos até ao Disney’s Wide World of Sports retirar nosso kit para a CORRIDA. É, afinal nos fomos até ao hemisfério norte somente para correr... fazer compras e conhecer a Disney era só um detalhe (mentiras sinceras me interessam). Chip, número de peito e camiseta na mão nós ainda passeamos pela feira de esportes que estava tendo no local e não saímos sem um tênis cada. Os tênis custam em média 5 ou 6 vezes menos que no Brasil.
E finalmente a Disney! Disney’s Hollywood Studios, também conhecido como MGM, foi o primeiro parque que visitamos. Impressionante como os parques são lindos, tudo perfeito e cada parque parece uma cidade encantada. A primeira atração que fomos foi do Indiana Jones, foi uma encenação perfeita, com tiros, lutas e explosões bem ali na nossa frente. Nem acreditava no que estava vendo. Almoçamos uma coxa de peru gigante e depois nos dividimos. A Riuko não curte brinquedos radicais e eu e o Luis somos viciados em adrenalina. Tudo foi legal, mas a torre do terror e a montanha russa do Aerosmith são demais! Dessa última eu gostei tanto que fui duas vezes! O Luis me perguntou se essa montanha russa tinha looping e eu disse que não, mas foi só entrar no carrinho que vi que estava bem enganada. Fechamos o parque com o show Fantasmic, de encerramento, simplesmente fantástico! Num lugar parecido com um estádio de futebol, foi um show de tecnologia e encantamento. Muitos fogos, lasers, show de dança com todas as princesas e apresentação do Mickey Mouse!
A gente estava tão empolgado que nem foi para o hotel, ainda passamos no Wal Mart para fazer mais compras e jantamos novamente no Vitorio´s. A correria estava grande, a gente quase não tinha dormido e era melhor, no mínimo, fazer uma refeição nutritiva para encarar a meia-maratona do dia seguinte. Vixe, fomos dormir a uma da manhã e colocamos o relógio para despertar as três. Será que a gente ia agüentar ?
Agüentamos! Saímos do quarto umas 3h20 da manhã, carregamos nossas canecas na praça de alimentação do hotel com café e pegamos o ônibus para a corrida. Tudo escuro, madrugada, ainda bem que não estava tão frio e tinha uma banda tocando rock para aquecer. Eu e o Luiz largamos no primeiro pelotão, com contagem regressiva feita pelo Pato Donald. Que corrida!
Eu estava há quase dois dias sem dormir, cansada, mas impossível não se motivar com uma corrida daquela. Muita música durante o percurso, carros esportivos tocando Black Music, bandas de Rock, fanfarras, água e Powerade a cada milha, pista perfeita e sem buracos, muito bom! Foi estranho ficar calculando o tempo que eu estava percorrendo por milha, pois estamos acostumados a marcar ritmo por quilômetro, mas... quem liga para ritmo quando está passando dentro do Castelo da Cinderela ? A maioria das pessoas até para de correr para tirar fotos com a princesa. A chegada então é perto daquela bola gigante prateada no Epcot. Somos motivados por uma galera bem conhecida de personagens como Alice, Minie, Donald, Mickey, Pateta, Branca de Neve que nos dizem “good job” e nos empurram pra frente. Perfeito!
Terminei a prova com 1:48:52. Peguei minha medalha, linda e dourada, depois me cobriram com uma manta térmica, toda desenhada com temas da Disney. Lá eles não te dão uma sacolinha com lanche, mas eles distribuem tanta coisa que a gente até se perde. Tinha muita fruta, muita barra de cereal e até barras de proteína, água, Powerade, Coca-cola, bolo... deveria ter feito como alguns americanos que tiraram uma sacola do bolso para ir guardando o que pegavam, porque não consegui carregar muita coisa. Fiquei esperando o Luis e a Riuko na ala B de Brasil, conforme combinamos. Eles também terminaram bem a prova, apesar da gente estar sem dormir. O Luis fez a prova em 2:19:56 e a Riuko fez em 2:17:08.
Missão cumprida, já havíamos concluído a prova e agora poderíamos abusar! Voltamos para o hotel, tomamos um banho e sem descansar fomos para o Animal Kingdom com nossas medalhas no pescoço. É incrível como eles respeitam os atletas, nos parabenizavam o tempo todo. Esse parque tem muitos animais, dá para fazer um safári sem ter que ir para a África, mas o que mais gostei foi que lá tem a maior montanha russa da Disney, com curvas radicais, quedas inesperadas, viajando de frente e de costas. A intenção dela é te levar ao Teto do Mundo, por isso se chama Everest... é, quase chegamos lá.
Malucos de tudo, depois de acorda às 3 da manhã, correr uma Meia Maratona e ir ao Animal Kingdom, a gente ainda foi de lá direto para o Epcot, aquele parque futurista que tem a bola gigante. Só estávamos com fome, dores no corpo também, mas era a fome que falava mais alto. A Riuko tinha uma indicação de que a pizza da Epcot era muito boa e nessa a gente percorreu a Noruega, México, China e Alemanha até chegar na Itália e eles informarem que a pizza que a gente queria era no começo do parque, pois lá era um restaurante à la carte. Tudo bem, aproveitamos para conhecer o cenário perfeito de todos esses países e entramos nos Estados Unidos, que era o próximo, e pedimos um sanduíche mesmo. Eu pedi um sanduíche de chicken e veio um sanduíche de queijo, e como eu não sabia reclamar, comi e deu para matar a fome e recuperar um pouco das energias. Nessa a gente andou bastante.
Fomos num simulador de viagem para Marte que tinha tanto sistema de segurança que nos deixou com medo. Pior é que eles davam as instruções todas em inglês e a gente não entendia nada, eu e o Luis por falta de conhecimento do idioma, e a Riuko não conseguia entender porque, além do medo, a gente não esperava ela terminar de ouvir para já perguntar o que eles estavam falando. Depois dessa a cota de adrenalina da Riuko se esgotou e ela seguiu seu caminho. Nós fomos num brinquedo que imita testes de carros feitos em automóveis com breque, curvas e muuuita velocidade. Ai choveu, nos jogamos no chão e não tivemos forças para mais nada, nem para esperar a Riuko, que estava demorando. Fomos para o hotel e finalmente conseguimos dormir antes da 1 da manhã.
Dormimos pouco, umas 6 horas apenas, mas estava tudo tão bom, é tudo tão legal, que parecia que estávamos já totalmente recuperados. Estar feliz ajuda em tudo, e a gente estava aproveitando demais, tanto que dávamos risada o tempo todo, até das dores. E estava tudo dando muito certo, tiramos a manhã do domingo para fazer compras e choveu, assim que as compras acabaram a chuva parou. Fomos ao shopping Florida Mall e lá conhecemos a loja da M&M, uma verdadeira fábrica de chocolates. Não resisti e deu um abraço no M&M azul que estava recepcionando. Também fomos na famosa Victoria Secrets e compramos os perfumes da Adesilde, que naquele momento almoçava na casa da minha mãe com o meu namorado, o que achei muito justo já que eu estava viajando com o namorado dela. Pude falar com minha família pelo rádio e foi muito bom, obrigada!
Comemos um lanche no shopping, cheio de gordura e batata frita, mas nessa altura a gente já tinha se entregado aos pecados da culinária americana, afinal já tínhamos corrido a Meia Maratona e finalmente estávamos de férias. Depois deixamos o carro no hotel, mas nem fomos para o quarto guardar as coisas para não perder tempo, partimos direto para o Magic Kindom, o parque dos parques, aquele do castelo da Cinderela. Incrível, quando acho que nada mais vai me surpreender, fico conhecendo o parque mais lindo de todos, perfeito. É uma cidade encantada. E aproveitamos! Deu para ir em muitos brinquedos até dar 8 da noite e começar o show do castelo encantado. Que coisa linda! A Sininho sai voando do alto do castelo, muitos fogos, a música é linda, até chorei e agradeci por estar ali, depois de tentativas frustadas, de ter o visto negado, mas nunca perdi a esperança e meu sonho se tornou realidade. Where dreams come true.
Chegamos a sair do parque, pois tinha dado o horário de fechamento, mas a Riuko viu um monte de gente voltando e foi perguntar o que era. Naquele dia, para quem estivesse hospedado nos parques da Disney, que era o nosso caso, havia umas horas extras e o parque funcionaria até 11 da noite. Estávamos bem cansados, mas voltamos e curtimos até a última gota. Conseguimos até fazer a Riuko ir numa montanha russa Espacial, falando que nem era radical, mas era (rs). Ela ficou tão assustada que quis ir num brinquedo de criança depois, as xícaras da Alice, aquelas inocentes que rodam com as crianças. Só que quem guia a xícara é a gente, e eu peguei no “volante” e fiz a xícara rodar muito, deixando todo mundo muito tonto, afinal sem emoção não tem graça. A gente saiu tão desorientado que não conseguia andar em linha reta, rindo muito e todo mundo olhava e ria com a gente. E já era hora de partir quando encontramos com uma das maiores celebridades do mundo, o Pato Donald! Ele foi muito simpático, tirou fotos com a gente e deu até autógrafo. Um fofo!
As surpresas nunca acabam! Segunda, de manhã, já estávamos na Universal, parque concorrente da Disney, mas tão legal quanto, ou melhor! São dois parques, primeiro fomos no de Aventuras, com as atrações do Homem-Aranha, Jurassic Park, Poseidon e tem duas montanhas russas fantásticas! A Dueling Dragons é enorme, muitos loopings, seus pés ficam no ar e é a mais radical de todas! Gostei tanto que enquanto a Riuko e o Luis assistiam a um show eu fui de novo e consegui ir duas vezes seguidas, pois não tinha fila nesse dia em nenhuma atração. Mas duas vezes seguidas eu não recomendo, o labirinto da gente fica bem atrapalhado de tanto virar de ponta-cabeça em alta velocidade, é muito radical para uma pessoa só. Mesmo assim eu fui na montanha russa do Hulk logo em seguida, que é muito louca também. Cheguei até a deitar um pouco para voltar ao normal, mas um refrigerante me fez melhorar.
Na ida ao outro parque da Universal, o de Estúdios, passamos pelo Hard Rock café e fiquei louca. Sempre quis conhecer aquele lugar, cheio de guitarras, posters e discos de todos os meus ídolos do rock. Pirei!
Universal Studios é fantástica! Você se sente num filme, algumas atrações, como o Twister, são tão perfeitas que parecem reais, senti medo daquele furação vindo na minha direção, afinal ele existia mesmo e estava ali na minha frente. A montanha russa da Múmia é rica em efeitos e adrenalina, tem uma hora que o teto todo pega fogo, parece que a gente está no inferno, maior calor, pedi até perdão pelos meus pecados. Tem que confiar muito, mas os caras são bons no que fazem.
Terça-feira, nosso último dia de passeios, pois as aventuras não acabam nunca. Entramos em nosso lindo carro branco, um Kia modelo Rio, Tavares ligou seu GPS e saímos rumo à Nasa. É, só que antes a gente tinha que abastecer. Parecia algo simples, mas lá é tudo muito diferente. Paramos no 7 Eleven e, enquanto a Riuko perguntava como a gente deveria fazer, eu quase derrubava todas as canecas térmicas expostas para vender. Compramos 3 dólares de crédito de gasolina e lá foi o Luis Tavares abastecer. Mas até que ele se saiu bem, pegou na bomba, quase deu um banho de gasolina na Riuko, mas a grande parte foi mesmo parar dentro do carro. Ele disse que foi tranqüilo, mas a gente desconfia que ele ficou nervoso, porque depois de abastecer nós resolvemos comprar um lanche no próprio 7 Eleven e ele teve que estacionar o carro. Em vez que estacionar de frente, como a maioria das pessoas faz ou deve fazer, ele estacionou de lado e utilizou umas 5 vagas.
O caminho até o Cabo Canaveral, onde fica a Nasa, é lindo. Todo cheio de árvores, lindas paisagens, bem diferente da imagem de Estados Unidos que temos. Passamos por uma ponte, com vista para o mar dos dois lados, muitos animais pelo caminho. E a Nasa é um lugar surpreendente! Nem acreditava que estava ali, olhando para os 110 metros do foguete Apollo que chegou na lua. Apesar do simulador de ônibus espacial, que nos permite vivenciar as emoções de um lançamento (muito legal), lá não é um local de aventuras, mas é fantástico visualizar as plataformas de lançamento e viver o clima de conquista de espaço. Vale a pena! E como americano não é bobo, vale também dar uma passada na lojinha da Nasa e comprar uma comida de astronauta para trazer para o Brasil, entre tantas outras coisas interessantes.
Nesse nosso último dia de passeios, a gente não poderia deixar de fazer mais compras. Aliás, qualquer tempo extra era utilizado para gastar dólares. Não que a gente tenha muita grana, mas é que lá é tudo muito barato. Vale economizar o ano todo para comprar lá, a economia é tão grande que já paga a viagem, se alguém quiser trazer coisas para vender então, é capaz de viajar de graça e ainda lucrar. E na volta fomos curtindo as lindas ruas de Orlando: Internationa Drive, Sand Lake rd, Orange Blossom Trail. Nessa altura a gente já estava falando metade em português e metade em inglês, o Luis mesmo pediu para a Riuko creditar a gasolina na bomba “nine” e não na “nove”. A Riuko falava com a gente em português e a gente já não entendia mais. É fácil se familiarizar com o que é bom, com país de primeiro mundo, ainda mais na terra do Mickey.
Bem, em nosso último dia em Orlando a gente se presenteou com um baita café da manhã americano, mas fizemos isso em outros dias também. Ovos, bacon, panquecas com strawberry e cheesecake. Tudo bem light e saudável como manda a alimentação de um atleta. Mas enquanto os americanos comiam uma porção inteira, a gente dividia em três. Aliás, dá para entender porque eles são tão gordos, vão de carro para todo lugar, refrigerante você pode abastecer o quanto quiser, os chocolates são muito baratos e as porções de refeições são gordurosas e gigantescas. Mas se você andar muito nos parques pode comer porque vai queimar todas as calorias.
Com dor no coração nós fizemos check-out no hotel, devolvemos o carro e fomos para o aeroporto. Ninguém queria sair de lá, tem gente até que chora. Atletas felizes e realizados preparados para o embarque de volta ao Brasil, carregando suas medalhas e ótimas lembranças. Estávamos muito cansados, porque quase não dormimos e andamos demais, mas era tudo tão bom que não valia perder tempo dormindo ou comendo. Uniformizados e com medalha do pescoço, desembarcamos, sem passar pela polícia federal, como uma delegação vitoriosa no Brasil, e somos mesmo. A Adesilde estava lá para nos receber, aliás ela esteve presente com a gente na viagem o tempo todo pelo rádio, nos deu notícias dos familiares contou as novidades, as corridas, que estava calor, falou da primeira eliminação do Big Brother, foi uma grande parceira. Mas é questão de honra agora e concentraremos todas as nossas energias positivas para que ela consiga o visto. Pode ficar tranqüila, tudo tem sua hora e ano que vem será você junto com a gente. Porque, sem dúvida, nós voltaremos!

Esse é um breve resumo, apesar de grande, das nossas aventuras na terra encantada do Mickey, porque foram tantas as coisas boas que vivemos que não ia caber aqui. Fiquem à vontade para perguntar sobre tudo, inclusive valores, problemas com o idioma, porque é tudo muito mais fácil do que se imagina, e tudo muito bom. Esperamos que na próxima muitos outros Tavares estejam com a gente para que possamos escrever mais um capítulo de aventuras e sucesso. Sonhem com isso, pois vai se tornar real!

Última nota: foi tudo tão perfeito que até aqui no Brasil as boas notícias continuaram. Depois de dormir muito e me recuperar um pouco, entrei na Internet e tinha um e-mail do professor Tavares dizendo que eu fui a melhor brasileira na Meia Maratona. Mesmo sabendo que a prova não é das mais fortes, pois não tem premiação em dinheiro, fiquei muito feliz e vocês já podem dizer que a melhor brasileira dessa Meia-maratona internacional é da equipe de vocês, é uma Tavares! Ano que vem a gente coloca a melhor na Maratona também, ok Adesilde!

Foi montado um clip de nossos melhores momentos, onde selecionamos de 1400 fotos tiradas , as 100 melhores fotos e publicamos no youtube, para acessar esse clip, basta acessar o link

www.youtube.com/watch?v=qUYdGOYVwBA




Depoimentos:

Por Denise Amaral

Correr uma Meia Maratona no sábado e uma Maratona no domingo é coisa de Pateta!
A grande sacada dos organizadores da Maratona da Disney, considerada uma prova para iniciantes e corredores mais lentos (tempo limites de 3h30 para a Meia Maratona e 7 horas para a Maratona), motivou milhares de corredores veteranos. As inscrições para o Desafio do Pateta são as primeiras a esgotarem.



Os corredores do Desafio usam uma pulseira plástica e, ao longo do percurso nos 2 dias de provas, os demais corredores-Patetas se cumprimentam, erguendo seus braços orgulhosamente para também mostrarem suas pulseiras. Parece até aqueles desenhos infantis "Pelos poderes de Glasgow...!".



As medalhas das provas são um sucesso à parte: a da Meia Maratona tem a face do Pato Donald e a da Maratona é um Mickey estilizado. Lindíssimas e enormes! Este ano, devido ao aniversário de 15 anos da Maratona, a medalha foi ainda mais bonita.



Os corredores-Patetas recebem uma 3ª e merecida medalha com a face do Pateta. É indescritível a sensação de ter 3 enormes medalhas penduradas no pescoço que, ao andarmos, produzem muito barulho. Na área de concentração das famílias é engraçado ver os corredores-Patetas circulando de um lado para o outro, "tilintando" suas medalhas – certamente para se exibirem... Como eu também fiz, é claro, e com muito orgulho!



Por incrível que possa parecer, completar as 2 provas foi muito mais fácil do que imaginei – mesma sensação descrita pelo meu marido Luiz Antonio, que também participou do Desafio e dos demais brasileiros do grupo. E, melhor ainda, os tempos de conclusão da Maratona foram pouco superiores aos tempos obtidos anteriormente.



Minha mãe, Arlette Amaral, 71 anos, correu a Meia Maratona e adorou. A queima de fogos na largada, os personagens da Disney e muita música ao longo do percurso da Meia Maratona e da Maratona tornam a prova alegre e uma festa impecável e imperdível.



Um excelente pretexto para visitar os Parques da Disney, viajar com a família e participar de uma excelente Meia Maratona ou Maratona. E, para aqueles mais "metidos", o Desafio do Pateta é uma excitante experiência. Vai encarar?


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