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Eu tenho orgulho de amarelar!
26/11/2007

Por Nádia Ilvana

Hoje eu e meus colegas corredores completamos os últimos 10 km que faltavam para eu encerrar o circuito da Corpore 2007. O nome da corrida é grande, 13ª Samsung 10K Corpore São Paulo Classic / 6º Troféu Zumbi dos Palmares, e acho que seus 10 km resolveram acompanhar o nome e foram maiores para muita gente. Durante a corrida, lá pelo 9k, até cheguei a escutar de um corredor: os kms dessa corrida estão maiores que os outros. Também achei. Claro que a gente sabe que cada km tinha exatos 1000 metros, nada tinha de errado, afinal esse percurso pelo Ibirapuera a gente já decorou. Estava quente, abafado, mas não foi por isso. É que o peso dessa corrida foi bem maior.
O “papo de corredor” hoje foi matemático: subtração de cada km percorrido, adição de pontos no ranking, divisão de categorias e multiplicação de bons resultados. Saldo super positivo! Entrei no site da Corpore para ver a posição final do ranking e lá estava cheio de Tavares. A gente já sabia! Esperamos felizes até quase meio-dia, debaixo de um sol ardido, a Adesilde subir com a camiseta amarelinha no lugar mais alto do pódium por sermos a equipe com maior número de pontos. Somamos, vencemos e que orgulho de fazer parte dessa equipe! O professor não pode estar presente, pois estava com a turma dos maratonistas em Curitiba, mas a gente conta tudo para ele. Luis, a Rosângela fez bonito entre as campeãs, ela foi a 10ª colocada e olha que hoje só tinha feras, nacionais e internacionais, mas ela estava lá. E de 12000 pessoas, no final só devia ter umas 120, quase todas da sua equipe e quando a Adesilde pegou o troféu,a gente gritou: Tavares! Tavares! Foi muito legal! Até a mamãe Camila Noel apareceu por lá, toda de vermelho com a fofinha da Ana no carrinho.
Foi fim de ano Corpore para nós. Isso significa que superamos todas as etapas, muitos desafios, passamos não só por primaveras, mas por invernos e verões quentíssimos também. Quase todo mundo reclamou que não fez o melhor tempo nesta corrida, mas em cada rosto a gente via também a satisfação do dever cumprido.Tem gente que pergunta “por que” e isso só corredor para saber. Tem o lado da saúde, da vaidade, mas na verdade é algo muito maior que nos faz acordar às 5 da manhã, com 8 graus, ou correr meia maratona em pleno Minhocão com 32 graus, deixar esposas sem nossa presença e namorados de cara feia... ah, e ainda pagar por isso. Só a gente sabe o quanto nos faz bem.
Um dia escutei um senhor de 59 anos que trabalha comigo falar que era corredor com o maior orgulho do mundo, resolvi experimentar, afinal queria emagrecer, e gostei. Ai procurei uma equipe para praticar o esporte corretamente e agradeço porque todos os caminhos me levaram para a Equipe de Corredores Tavares. Foi na equipe que a corrida deixou de ser um esporte para se tornar uma paixão, um estilo de vida. Cheguei tímida, gordinha, insegura, mas o apoio que recebi dos colegas, dos professores, do Luis e da Adesilde foi tão grande que logo eu estava enturmada e cheia de disposição. Nunca ninguém me menosprezou por eu ser apenas uma corredora júnior, pelo contrário, sempre tive incentivos de todos os lados, correndo bem ou não. Já nos consideramos vitoriosos por darmos o primeiro passo. Aliás, acho que é essa a característica que nos une, estamos sempre seguindo em frente.
O fim do circuito Corpore para mim tem um significado muito grande, pois esse ano eu resolvi levar a coisa a sério e nem eu acredito em tantas coisas boas que consegui. Fiz todas as provas, emagreci, a cada corrida melhorei meus tempos e fecho o ano em terceiro lugar no ranking na minha faixa etária. Acreditei que dava para conquistar uma das 8 vagas da minha faixa e deu. Se eu conquistasse o menor lugar no pódium eu já ia ficar muito contente, mas conquistei o direito de subir uns degraus a mais.
E eu achava que somente na corrida de Natal eu ia descobrir o prazer que é subir num podium e receber um troféu. Não é que aconteceu antes? Eu fiquei em terceiro lugar no geral na corrida Da Rua Para a Pista. Nem acredito. No primeiro dia de competição, na sexta-feira, me perguntei o que é que estava fazendo ali, pois só tinham homens correndo, falando em 15,16 minutos para os 5000 metros. A única mulher presente era a Animal, com seu tempo de atleta de ponta. Tudo bem, o importante é participar. Corri na sexta, corri no sábado para melhorar meu tempo e fui para a final no domingo. Consegui! Essa é uma daquelas coisas que não tem preço. É querer, fazer por onde e conquistar. É ter a prova que correndo atrás é possível chegar na frente! Todo mundo deu apoio, o professor Tavares incentivava volta a volta e os colegas gritavam nosso nome. Aliás, nessa corrida o pódium “amarelou”, como disse a Maria Alves, pois no feminino marquei presença com a camiseta amarela junto com a Adesilde e a Rose e no masculino foi nosso colega Antônio que nos representou. De 10 premiados os Tavares foram 4. É, as amarelinhas estão em toda parte!
E isso só é possível porque somos uma equipe. A vitória de um Tavares é motivo de orgulho para todos e serve de prova concreta que se a gente quiser a gente consegue. Se precisar de ajuda vai ter sempre um outro Tavares para lhe dar a mão. Quero agradecer a todos por todo o apoio que sempre tive. Essa equipe melhorou demais neste ano e vai continuar evoluindo porque ela é dirigida por pessoas comprometidas e que amam o que fazem e também porque todos os atletas que vestem essa camisa têm alma amarela. Aqui amarelar tem seu real significado, aqui amarelar é ouro!


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