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CRIS x BETE: O DUELO DO SÉCULO
20/08/2007

Por Marcelo Jacoto

A força das mulheres em diversos campos de atuação de nossa sociedade já não é mais novidade para ninguém há muito tempo. Na corrida de rua também não é diferente, vide resultado das mulheres da E.C. Tavares nas provas da Corpore, tais como a Meia Maratona de São Bernardo (confira em http://www.ectavares.com.br/noticia.php?id=192). Porém, se no passado as espalhafatosas fantasias de Camila Feitosa (atualmente em licença-maternidade, prestes a ganhar seu baby runner com o também corredor Rogério Tsukuda) e os pódiuns de Rosangela Figueredo Silva, Jaciane Barroso Araújo e Francine do Amaral Lopes eram destaque, atualmente a atenção de todos se encontra voltada para duas atletas da turma da manhã: Elisabete Akiko Mekaru Sato e Cristina A. Rodrigues.

Vale ressaltar que, desde o começo de 2.007, as atletas supra mencionadas estão travando um emocionante duelo particular, a fim de comprovar quem seria a mais veloz da equipe. Cristina, uma autêntica “pangaré” manga larga entrou na E.C. Tavares no início do ano e, na época de sua admissão, demonstrou muita vontade em ganhar velocidade e evoluir. Por estes motivos, se espelhou em Bete e, desde então, a sombra de Bete nunca mais foi a mesma: deixou de ser nipônica e passou a ter cabelos louros e cacheados. Se Bete se inscrevia em alguma prova, lá estava Cris a segui-la. Se Bete resolvia alterar seus treinos, Cris adotava o mesmo procedimento.

Entretanto, se a sombra de Elisabete começou a mudar nos primeiros meses, a diferença entre as duas ainda permanecia gritante em março: uma diferença de quatro minutos, registrada na Corrida de Abertura Corpore. Porém, Cristina, lutadora e perseverante, jamais desanimou e entregou os pontos: jurou para si mesma que descobriria os segredos da japinha treinada pelo personal Milton Sato e, se possível, a superaria nas ruas. E ao longo do tempo, todos, estupefatos, testemunham a referida diferença cair. Já nos 10 km da Maratona de SP, Cristina chegou na frente de Bete (56min47s contra 56min59s) no tempo bruto, e pouco atrás no líquido (53min24s contra 52min49s). Faltava muito pouco para que os milagres de Santo Expedito se realizassem.

E eles aconteceram, no final de junho, na Meia Maratona do Rio, quando Cris cravou 2 horas, 04 minutos e 08 segundos nos 21 km, quase dois minutos à frente de Bete (2h05min49s), aproveitando-se de uma lesão da nipônica. É certo que, após tal resultado, Cris resolveu desgrudar de Bete, mirando novos desafios: declarou publicamente que faria maratonas (Berlim) e ultras (Praias & Trilhas de Florianópolis) até o fim deste ano. Lançou-se no difícil “Desafio Castelhanos Topo”, concluindo os 24 km de muita subida de Ilha Bela em 2 horas, 23 minutos e 51 segundos (veja mais detalhes em http://www.ectavares.com.br/noticia.php?id=190 ), faturando, pasmem, o quinto lugar na classificação geral (por favor, não me perguntem o número total de mulheres inscritas na prova, hehehehe)! Não contente, e ensaiando seus passos de potencial substituta da ironwoman Fernanda Keller, subiu ao podium, tirou fotos com seu primeiro troféu e rumou de volta à SP para, na manhã seguinte, se posicionar em frente ao estádio Paulo Machado de Carvalho (vulgo Pacaembu), a fim de faturar mais uma medalhinha para sua turbinada coleção, a da etapa de inverno do Circuito das Estações Adidas!!!

Duas semanas depois e após ótima participação nos 25 km da Corpore, Cristina Rodrigues foi até Mogi das Cruzes, correr os 15 km do Desafio Flexpé, e fechou o rápido e plano percurso com o tempo líquido de 1 hora, 20 minutos e 53 segundos. Referida marca lhe valeu o ingresso nos “melhores em performance” da Corpore, levantando polêmica acerca da queda de nível que a tradicional entidade paulista de corredores vem apresentando nos últimos tempos.

Por sua vez, Bete não assistiu a tudo isso passivamente. Ainda em julho, provou no 2° teste de 5.000 metros do ano que continua em evolução (baixou o seu tempo em quase um minuto) e no último dia 14 de agosto, compareceu ao treino da manhã com um número de peito com os seguintes dizeres: “Bete 46:23 - Cris 46:48”, demonstrando que o equilíbrio e a (saudável) rivalidade entre as duas continua de vento em popa!

Quem será que ganhará a parada? Por enquanto, só temos certeza que a E.C. Tavares está ganhando com toda essa brincadeira, afinal, ambas são grandes amigas e têm demonstrado constante evolução em suas performances.

Que Lucélia, Narloch, Baldaia, Sirlene, Marizete, Marily, Pretinha, Rosangela e Ana Luiza “Animal” que se cuidem: Bete e Cris prometem botar pra quebrar!!!


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