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Tudo que rolou no desafio Castelhanos.
18/07/2007

Castelhanos ao som de passadas brasileiras

Por Cristina A. Rodrigues


Ilhabela nos recebeu com sol, temperatura amena e reflexos dourados no mar!
Na manhã da prova, essa visão inspirava aos atletas, que se preparavam para uma verdadeira batalha rumo ao topo e rumo à praia.
A lua ainda protegia as estrelas quando nos encontramos para o café da manhã nas diversas pousadas. Ali, todos pareciam confiantes de que naquela manhã não havia nada melhor a fazer e que estar naquele lugar significava estar em absoluta comunhão com nossos iguais.
Logo cedo na área de largada, encontramo-nos e a festa já começava a absorver as vozes e sorrisos dos atletas que se cumprimentavam e trocavam informações, apoios e votos de “boa corrida”.
Os rostos conhecidos davam um alento especial ao nosso propósito: Vencer o desafio Castelhanos – Topo ou Topo e Praia!
Adesilde, Regis, Rogério, Camila, Luiz Fernando representavam um oásis no deserto, porque, como uma família, tornavam aquele momento mais terno, mais especial.
Essa, aliás, foi uma das lições que aprendi ao integrar a Equipe Tavares: somos uma família e como tal sempre nos confortamos e nos apoiamos, tornando nossos objetivos esportivos mais prazerosos.
Na largada, após as palavras de apoio, os olhares ficaram enigmáticos e brilhantes, a espera do sinal para que as pernas começassem sua epopéia.
Iniciada a prova, os grupos e duplas se formaram e a distância começou a ser vencida, de forma suave e respeitosa, como pede uma prova desse nível.
No início da subida os grupos e duplas já começavam a se dispersar e cada um seguiu conforme seu ritmo, seu condicionamento e sua estratégia.
A Adesilde que estava ao meu lado até aquele instante, distanciou-se até que meus olhos já não a alcançavam...o que dirá as pernas.
Só a vi novamente já descendo, na volta, quando já começava o desenho do que seriam as primeiras colocações.
No trajeto, além das dificuldades impostas pelo terreno íngreme e acidentado, não havia a marcação de km e isso, acreditem, faz uma grande diferença, porque chegou o momento em que, muito cansados, o impulso motivador era saber quanto faltava para chegar ao topo, mas não era possível saber com assertividade, pois cada um falava uma coisa e os GPS estavam malucos ou quebrados. Assim, perguntei para alguém do staff e ele disse que faltavam apenas 3 ou 4 km, fiquei assustada, e, em seguida vi um atleta voltando e outro e outro...vários, até que um deles disse que faltava 1 km, bem esse cara me convenceu e me deu ânimo para imprimir mais velocidade. Ele estava certo!
Quando cruzei a Adesilde, faltavam 500 metros para o topo, gritei animada para que ela imprimisse um ritmo mais forte, pois era a 6ª colocada naquele momento. Foi o que ela fez, o que deu a ela o 4º lugar na geral e 2º na faixa.
Após chegar ao Topo, o alívio tomou conta e eu só pensava que deveria ser assim para todos, portanto, nada de muito descanso...pernas em ação novamente!
Desci como se tivesse asas nos pés e fui cruzando as corredoras que eu já havia cruzado quando ainda estava subindo...Que impulso foi isso! Pensei que os meus anos de trecking foram muito importantes naquele instante, porque eu não tive o “medo natural” da descida e, além disso, o condicionamento adquirido nos treinos semanais com a equipe fez com que eu não sentisse o peso dos 12 km de subida que tinha acabado de enfrentar.
Tudo o que aconteceu na subida: a visão da mata, os pensamentos nos colegas de treino (Ale, Beth, Milton, Maria, Nadia, Bigode, Cléo etc), a respiração ritmada e o bate-papo com os dois garotos da Play Team, bem, tudo isso ficou para trás, porque agora o ritmo era intenso e eu só pensava em chegar bem e com um bom tempo.
No final da descida, quando a terra dava lugar a uma espécie de rua de pedras calçadas, apesar de muito cansada, eu estava feliz porque já tinha a certeza de que terminaria bem a prova.
Cruzada a linha de chegada, fui falar com a Adesilde que, é claro, já estava descansando e fiquei sabendo que ela havia ficado em 4º na geral. Fomos checar a colocação e descobrimos que só haveria premiação para o 1º lugar na geral, depois só para as categorias, e aí...
Bem, a Adesilde ficou em 2º lugar na sua categoria e eu fiquei em 5º na minha, um resultado muito feliz e que tem ligação direta com todo o apoio e empenho que a equipe Tavares dispensa aos seus atletas durante os treinos.
Terminamos a prova do jeito que começamos: sol, temperatura amena e reflexos dourados no mar!
Mas, voltamos para São Paulo com as malas mais pesadas, para felicidade nossa é claro!

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Contadas por Rogério Tsukuda

37 heróis e 5 heroínas venceram o Desafio Castelhanos - Topo & Praia realizado neste sábado em Ilha Bela. Mais uma vez a Equipe de Corredores Tavares esteve presente com os atletas Rogerio, Luiz Dias e Reginaldo mais conhecido como queniano branco.

As 05H30 fui tomar o café-da-manhã e la já estava o nosso queniano branco comendo um delicioso bolo de cenoura com chocolate. A Camila só fez um HUM!!!! e logo foi devorar os seus enormes pedaços de bolo de diversos sabores. Arrumei a mochila com isotônico, gel, torrone e repelente e fui buscar o Luiz Dias e a Adesilde que estavam hospedados no hotel Monte Mar, alias, um excelente hotel que disponibilizava ate uma pizzaria, palco do nosso jantar no dia anterior.

As 06H30 a arena da Corpore já estava montada próximo ao Hotel Ilha Flat localizado na Praia do Pereque, retiramos o kit e fomos trotar e alongar. La encontramos a Cris que participaria junto com a Adesilde do Desafio Castelhanos – Topo.

Pontualmente as 07H00 foi dada a largada para os 2 desafios de Castelhanos: Topo com 24Km e 76 participantes e Topo&Praia com aproximadamente 45Km e 42 loucos-participantes. A largada foi muito tranqüila, bem diferente das tumultuadas provas da Corpore. No inicio o percurso era plano e asfaltado, depois só terra, lama e muita, muita subida.

Durante o Desafio, tentei esquecer as subidas que chegariam ate 650M acima do nível do mar, passei a focar as belas paisagens do Parque Estadual de Ilha Bela composta por muito verde, ar puro, cachoeiras e muita musica produzida pelos diversos pássaros e macacos. Ate o topo, esta estratégia deu certo, consegui correr em um ritmo bem lento e aproveitei as paisagens. Quando comecei a descer no sentido praia, percebi que o Desafio havia começado.

As descidas eram muito fortes, com muita pedra solta, enormes buracos e muita lama. Logo, pensei, “Os R$ 120,00 da inscrição começavam a valer à pena”. Após 30minutos de descida, os primeiros colocados começavam a retornar sentido Topo. Curiosamente, todos estavam andando.

Após 10 minutos finalmente cheguei ao rio, “obstáculo” obrigatório antes de chegar à praia. Para atravessá-lo, era preciso um pouco de equilíbrio e muita disposição para agüentar aquela água gelada que ia ate a altura dos joelhos. Mais alguns metros e finalmente pensei “Os R$ 120,00 da inscrição realmente valeram a pena”. Aquela praia deserta, limpa, maravilhosa estava a minha frente. Pude ver o posto de controle no final da praia, ao chegar, muito isotônico, frutas e bolachas, alem do belo visual.

Despedi-me da maravilhosa praia de Castelhanos e comecei o maior Desafio, o retorno. Atravessei novamente o rio e a equipe da Corpore já estava pronta para entregar o meu outro par de tênis (Nesta prova, os atletas contavam com o “personal needs” e com 1 troca de tênis).

O percurso de subida comecei e finalizei andando. As subidas eram íngremes e intermináveis. Após muito andar, finalmente cheguei à parte final, ou seja, comecei a descer sentido praia do Pereque. As minhas pernas já não respondiam, as câimbras eram freqüentes e as dores pelo corpo eram cada vez maiores.

Após 5horas e 01 minuto consegui vencer o desafio. Na linha de chegada, a futura mamãe Camila e o futuro baby-corredor me aguardavam.

Agora era só alegria, peguei a medalha e a camiseta e fui deliciar o magnífico café-da-manhã disponibilizado pela Corpore.

O Desafio Castelhanos Topo&Praia foi tudo de bom, apoio excelente, isotônicos, café-da-manhã, belas paisagens, muita aventura e medalha e camiseta diferenciada por Desafio.

Gostariamos de agradecer a todos pelo brilhantismo, dedicação, apresentada na prova, engrandecendo ainda mais a Equipe Tavares.


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